Batalha entre iPad Pro e Surface Pro coloca apps contra tradição

Por Redação | em 13.11.2015 às 09h27

iPad Pro

Se a capa com teclado e a tela gigantesca já não eram sinais suficientes, a abordagem da Apple com seu novíssimo iPad Pro fica clara nas palavras: a ideia é substituir o notebook convencional, unindo de vez a produtividade mobile de um tablet com a confiabilidade de um laptop. O produto, que começou a chegar nesta semana às mãos dos early adopters, representa uma nova categoria de equipamentos para a Maçã, mas para alguns especialistas esse ainda não é o momento de substituir o PC por uma alternativa móvel.

As primeiras análises sobre o iPad Pro já começaram a sair e, enquanto alguns comentam animadamente a melhoria nas capacidades do tablet simplesmente por sua tela maior, outros ainda apostam no Surface Pro 4, da Microsoft, como o verdadeiro “híbrido”. Afinal de contas, apesar de ser um tablet, ele também roda o Windows 10 e funciona exatamente como um computador convencional. No fim das contas, para muitos analistas, trata-se de um combate entre a inovação trazida pela Apple e a tradição das soluções da empresa de Redmond, que entrega uma solução igual à que todos já estão acostumados, só que móvel.

De um lado, temos o que é, de longe, o maior marketplace de aplicações do mundo. As instalações de softwares são simples, as atualizações, automáticas e o índice de confiabilidade é alto, não apenas pela força do nome Apple, mas também por medidas tomadas pela empresa, como por exemplo, as restrições quanto à integração entre aplicativos que impedem a existência de coisas como barras de ferramentas nos navegadores. Programas antivírus não são uma necessidade e a expectativa é de possuir um dispositivo de último tipo por pelo menos um par de anos.

Por outro lado, mesmo com as novidades de multitasking, trabalhar no iPad Pro ainda é contar com uma experiência mobile, algo com o que nem todos os sistemas foram adaptados - mesmo quando se fala em aplicativos. Aqui, é o Windows 10 que brilha, levando para as mãos dos usuários a mesma experiência com a qual eles já estão acostumados no PC e permitindo que eles façam as mesmas coisas e de maneira similar.

O segredo, no fim das contas, parece estar na abordagem que a Apple desejar dar ao iPad Pro. Se a empresa entender que o tablet pode acabar sendo algo mais próximo de um Mac, por exemplo, esse abismo pode reduzir fortemente na mesma medida em que mais e mais serviços e sistemas se adaptam para funcionar de maneira mobile e a Microsoft continua demonstrando a morosidade de sempre com relação à sua própria loja de aplicativos. Hoje, pode ser que o Surface Pro 4 vença o combate pelo menos em termos de funcionalidades, mas esse jogo pode virar em poucos anos.

Fonte: Business Insider

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