Spotify pode começar a limitar conteúdo para usuários gratuitos

Por Redação | em 10.06.2016 às 17h36

Spotify

Os tempos de um Spotify completamente gratuito e liberado para todo mundo, mesmo que com anúncios, pode estar próximo do fim. De acordo com declarações do diretor de políticas do serviço de streaming Jonathan Prince, a companhia está estudando um modelo que vai limitar o conteúdo para usuários gratuitos, fazendo com que eles tenham que pagar, obrigatoriamente, caso queiram escutar certos artistas ou lançamentos.

A restrição, inclusive, já estaria no ar se dependesse da companhia. O primeiro disco a contar com esse tipo de bloqueio seria A Moon Shaped Pool, do Radiohead, que chega na próxima semana ao Spotify. Só que o serviço não conseguiu terminar a tecnologia necessária para que o bloqueio funcionasse a tempo e, sendo assim, a ideia ficou para o futuro.

Ainda de acordo com Prince, a ideia é que esse impedimento se aplique apenas a lançamentos e por um período limitado de tempo, ficando exclusivos apenas aos usuários pagantes, sendo liberados mais tarde para todos. Além disso, caberia a cada artista e gravadora optar por adotar esse sistema ou não, e, quem quiser, pode trabalhar como faz hoje em dia e permitir que as novas faixas estejam acessíveis para todos.

A postura contra os serviços gratuitos de streaming do Radiohead e, principalmente, de seu vocalista, Thom Yorke, já é antiga. O líder do grupo já chamou o Spotify, no passado, de “o último e desesperado peido de um cadáver”, além de ter comparado o YouTube à Alemanha nazista. Entretanto, no início de maio, a banda disponibilizou seu mais recente single, “Burn the Witch”, nos principais serviços online e, agora, faz o mesmo com o álbum completo.

Enquanto isso, a mudança em seu sistema mostra que o Spotify está, finalmente, cedendo à pressão das gravadoras. Mesmo sendo um dos serviços de streaming mais utilizados do mundo, a plataforma sofre com as exigências de pagamentos de royalties mais altos para empresas e artistas, algo que diz não poder fazer pelo mesmo motivo que o levou a se tornar um dos maiores — a opção gratuita. Os anúncios exibidos entre as faixas não seriam suficientes para sustentar o negócio, enquanto o número de assinantes também não ajuda a manter seu funcionamento pleno e as porcentagens solicitadas.

Com isso, muitos acabaram deixando a plataforma e optando por serviços totalmente pagos, como o Tidal e o Apple Music. É o caso, por exemplo, de nomes renomados como Taylor Swift, Kanye West e Beyoncé, que tomaram atitudes que vão desde restringir lançamentos, deixando o Spotify de fora, até o abandono completo da plataforma.

No Brasil, a assinatura do Spotify custa R$ 14,90 por mês e, além da utilização sem anúncios, permite o download de faixas para serem ouvidas offline, o acesso à biblioteca completa em qualidade mais alta e funcionalidades ilimitadas no aplicativo mobile do serviço.

Fonte: Music Ally

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