Mais da metade do mundo ainda não tem acesso à internet, diz ONU

Por Redação | em 22.07.2016 às 18h30

Banda Larga

Se usássemos um grupo de apenas 100 pessoas para representar toda a população mundia, 53 delas — ou seja, mais da metade — estariam sem qualquer acesso à internet. A informação veio à tona nesta sexta-feira (22) por meio de um estudo realizado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU). Ao todo, são 3,9 bilhões de seres humanos desconectados da rede mundial de computadores (53% da população mundial).

Segundo o estudo da UIT, a maioria dos usuários de internet no mundo — 2,5 bilhões de pessoas — estão localizados nos países em desenvolvimento. Contudo, quando o assunto é a penetração da conexão com a internet em um país, ela é mais do que o dobro daquela presente em países em desenvolvimento: 81% contra 40%. Nos países subdesenvolvidos, em média apenas 15% da população de um país conta com acesso à internet.

“O acesso às tecnologias de informação e comunicação, particularmente a banda larga, tem o potencial de servir como um grande acelerador para a Agenda de Desenvolvimento Sustentável para 2030”, revela o secretário-geral da UIT Houlin Zhao. “A interconectividade global está expandindo rapidamente, contudo, mais precisa ser feito para acabar com esta dívida digital e trazer para a economia digital mais da metade da população global que não está usando a internet.”

O estudo revela também que 95% da população (7 bilhões de pessoas) vive em áreas cobertas por internet móvel, com quase 4 bilhões de pessoas vivendo em alguma região coberta por uma rede 4G. Mais baratas do que a banda larga fixa, espera-se as redes móveis contem com 3,6 bilhões assinantes até o final deste ano.

Questão de gênero

Em todas as regiões do mundo, os homens têm mais acesso à internet do que as mulheres. Nos países desenvolvidos, onde 82,3% entre os homens e 80% entre as mulheres têm acesso à internet, menor do que nos países em desenvolvimento, onde 45% dos homens acessam à rede e apenas 37,4% das melhores fazem o mesmo. No mundo todo, 51,1% da população masculina acessa à internet, enquanto apenas 44,9% da população feminina tem a mesma possibilidade.

A diferença entre homens e mulheres acessando a internet teve um leve crescimento médio mundial entre 2013 e 2016, de 11% para 12%. As regiões do mundo em que a diferença caiu neste período foram a Europa (de 9,4% para 6,9%), a Ásia & Pacífico (de 17,4% para 16,9%) e a Comunidade de Estados Independentes (CEI), a antiga União Soviética (de 7,5% para 5,1%).

Nas demais regiões, a diferença entre homens e mulheres que acessam a internet aumentou: na África, foi de 20,7% para 23%; nos países árabes, foi de 19,2% para 20%; e nas Américas, foi de – 0,4% (ou seja, mais mulheres usavam a internet em 2013) para 1,8% neste ano — ainda assim, a diferença de gênero média das três regiões do continente é a menor do mundo.

Em termos econômicos, os países desenvolvidos viram a diferença de gênero cair bastante nos últimos anos, de 5,8% para 2,8%. Nos países em desenvolvimento, a diferença aumentou de 15,8% para 16,8%. Por fim, nos países subdesenvolvidos, a diferença também cresceu, de 29,9% para 30,9%. No mundo todo, esta diferença foi de 11% em 2013 para 12,2% em 2016.

População online

Em termos regionais, a Europa tem o melhor desempenho, com 79,1% de sua população conectada. Em segundo lugar está a CEI, com 66,6% de seu povo conectado, enquanto o continente americano completa o pódio, com 65% de sua população online. Na parte debaixo do ranking está a Ásia & Pacífico, com 41,6% de seus cidadãos tendo acesso à internet, seguido dos países Árabes, com 41,6% e da África, com apenas 25,1%.

Em termos econômicos, 81% da população presente nos países desenvolvidos podem acessar a internet. Nos países subdesenvolvidos, esta porcentagem cai para 40,1%, enquanto desce ainda mais, para 15,2%, nos subdesenvolvidos.

Velocidade da conexão

Os países desenvolvidos têm a maior taxa de acesso a velocidades maiores do que 10 megabits por segundo — três a cada quatro está nesta faixa. Nos países em desenvolvimento, esta proporção cai para duas em cada quatro. Nos países subdesenvolvidos, apenas 7% da população com acesso à internet se conecta a uma velocidade maior ou igual a 10 mbps.

A título de comparação, 100% da população da Coreia do Sul navega com velocidade igual ou superior a 10 mbps, enquanto ninguém na Namíbia ou no Zimbábue acessa a internet com uma banda larga fixa superior a 10 mbps — a maioria, aliás, não passa sequer de 2 mbps.

O estudo completo e detalhado (em inglês) pode ser acessado por meio deste link (PDF).

Fonte: UIT

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