Investigador do caso Silk Road volta a ser preso nos EUA

Por Redação | em 02.02.2016 às 12h50

bitcoins

Mais de dois anos depois, as prisões relacionadas ao Silk Road continuam a acontecer. Desta vez, a polícia capturou nos Estados Unidos o ex-oficial do Serviço Secreto Shaun Bridges, que durante as investigações sobre o mercado virtual de drogas, roubou cerca de US$ 300 mil em Bitcoins a partir de contas bloqueadas de usuários e operadores do serviço.

Ele foi preso na cidade de Laurel, no estado americano de Maryland, após suspeitas de que ele estaria tentando fugir do país para escapar da sentença de quase seis anos de prisão à qual foi condenado. Ele deveria se entregar no sábado (30) para cumprir a pena de 71 meses de encarceramento por corrupção e desvio de valores durante as investigações.

De acordo com as informações oficiais, Bridges não resistiu à prisão. Quando os policiais chegaram à residência, na sexta-feira (29), ele estava arrumando malas com passaportes, documentos para obtenção de cidadania internacional para a esposa, papeis relacionados a contas bancárias no exterior e coletes à prova de bala, o que apenas confirmou as suspeitas das autoridades de que ele estava se preparando para fugir do país na mesma data.

O oficial era parte da força-tarefa designada para investigar e prender os responsáveis pelo Silk Road, composta por membros do FBI, de polícias locais e do Serviço Secreto. Bridges, mais especificamente, era responsável pelos trabalhos relacionados a Curtis Green, um dos administradores do mercado virtual. Ao obter acesso à conta do acusado no serviço, ele começou a banir traficantes menores de utilizarem a plataforma, transferindo as Bitcoins deles para suas contas pessoais, onde mais tarde, elas seriam trocadas por dinheiro.

Bridges também esteve envolvido nas investigações sobre o Mt.Gox, uma das grandes casas de câmbio da moeda virtual, e suas ações também foram consideradas como hostis aos trabalhos policiais. Mais especificamente, ele teria sido responsável por pedidos de prisão ao fundador, Mark Karpeles, e apreensão de documentos e servidores do serviço, não de forma a obter mais dados para o caso, mas sim, para tentar evitar que as autoridades colocassem as mãos nos registros e descobrissem suas movimentações de Bitcoins.

Assim que Bridges foi preso, um juiz do estado de Maryland revogou seu pedido, aceito anteriormente, de aguardar o início do período de prisão em liberdade. Além disso, ele sofrerá novas acusações relacionadas à tentativa de fuga e, ao que todo indica, o período original de quase seis anos de prisão deve se tornar pelo menos um pouco maior.

Fonte: Baltimore Sun

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