Alemanha abre investigação contra o Facebook por incitação ao ódio

Por Redação | em 07.11.2016 às 09h20 - atualizado em 07.11.2016 às 09h31

Mark Zuckerberg

A justiça da Alemanha anunciou nesta segunda-feira, 7, que abriu uma investigação preliminar após receber uma denúncia alegando que Mark Zuckerberg, e outros nove executivos do Facebook, estariam sendo coniventes com discursos de ódio publicados na rede social.

A investigação pretende "examinar se houve, de fato, uma conduta criminosa e se o direito alemão pode ser aplicado" neste caso, afirmou à agência de notícias francesa AFP o porta-voz da Promotoria de Munique, Florian Weinziel.

O advogado Chan-jo Jun, que apresentou a denúncia, disse ter reunido uma lista de 438 casos, incluindo incitamento ao ódio e à violência, bem como o apoio a grupos terroristas no Facebook, dos quais a rede social não excluiu ou nem mesmo sinalizaram como discurso ofensivo.

"A administração violou a lei alemã, ao não remover conteúdo ilegal do Facebook, apesar de ter sido notificado, e permitir que o conteúdo seja acessível ao público", declarou o advogado em sua queixa.

Caso não remova os posts ofensivos dentro de uma semana, o Facebook deve ser penalizado com uma multa de 50 mil euros (ou US$ 55 mil) por cada post, ainda de acordo com Jun.

Vale lembrar que o governo alemão já advertiu em várias ocasiões o Facebook e outras redes sociais por sua excessiva tolerância em relação a usuários que expressam posições racistas ou antissemitas.

Fonte: Business Insider

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