Fim da gambiarra: China vai reprimir VPNs que burlam a "Grande Firewall" do país

Por Redação | em 24.01.2017 às 08h35

Smartphones na China

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China deverá começar a aplicar medidas mais duras para a restrição do uso de VPNs que burlam a "Grande Firewall" do país, informou nesta segunda-feira (24) o South China Morning Post, um dos principais jornais de Hong Kong. 

Com acesso bloqueado a sites como Google, YouTube, Facebook, Twitter e Tumblr, internautas locais e visitantes no país utilizam amplamente VPNs dentro do território chinês para acessarem serviços restritos pelo governo.

A partir de agora, no entanto, autoridades chinesas deverão reforçar o combate a esse tipo de serviço, exigindo uma "aprovação governamental prévia" para que eles possam operar no país – o que, na prática, significa que a grande maioria das VPNs se torna ilegal a partir de agora. A campanha de retaliação às VPNs terá início nesta semana e seguirá até março de 2018, informaram autoridades chinesas.

De acordo com o governo chinês, a repressão às VPNs é necessária porque o mercado de serviços de Internet do país "apresenta sinais de desenvolvimento desordenado que exigem regulamentação e governança urgentes" para "fortalecer a gestão da segurança da informação cibernética".

Apesar disso, o mais provável é que o movimento tenha relação com as preparações para o 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, um evento sensível para a política chinesa que acontecerá no segundo semestre deste ano, em Pequim, e deverá eleger novas lideranças para o governo do país.

Via: Ars Technica 

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