Com mercado de PCs em queda, Intel decide focar nos datacenters

Por Redação | em 13.02.2017 às 11h11

processadores Intel

As previsões da Intel para o mercado de PCs não são nada animadoras, com o negócio se tornando o menos rentável de todos nos próximos cinco anos. E é justamente por causa dessa derrocada que a companhia norte-americana está mudando seu foco para os datacenters.

Em uma apresentação realizada na última quinta-feira (9) para investidores, a companhia revelou que a previsão para 2021 é que o segmento de PCs arrecade apenas US$ 30 bilhões -- menos da metade do previsto para o setor de datacenters. A previsão para outras áreas também é bem mais animadora do que para os computadores, com as memórias voláteis arrecadando US$ 55 bilhões e a divisão de dispositivos móveis rendendo US$ 40 bilhões à empresa.

Naturalmente, os números desanimaram a empresa, que decidiu por mudar de estratégia. A partir de agora, por exemplo, as chamadas "fábricas premium" da Intel serão destinadas para a linha Xeon de processadores, voltados para datacenters em geral. Ou seja, a ordem agora é investir em algo que dê retorno ao invés de apostar num mercado saturado que há anos só decai.

Também não é para menos. Além das vendas de computadores pessoais só caírem, o preço de seus processadores não rende muita coisa para a Intel. Nos Estados Unidos eles são vendidos por, em média US$ 300, enquanto os processadores Xeon chegam a custa quase US$ 9 mil. Com o mercado de datacenters e a nuvem crescendo, é natural que a companhia veja o segmento corporativo como a saída perfeito para manter suas contas no azul.

E essa é uma estratégia já discutida abertamente pelo CEO Brian Krzanich. Na referida apresentação, ele abriu o jogo e disse que "todos os grupos dentro da Intel estão atentos a seus negócios, investimentos e estratégias, de maneira que tudo esteja voltado para tornar os datacenters uma prioridade". "E isso inclui sermos os primeiros a lançar uma tecnologia de processamento de próxima geração".

Intel Cannonlake

Ou seja, ao invés de os chips domésticos liderarem a evolução dos microprocessadores da Intel, a partir de agora é a linha Xeon quem ditará as regras. E isso inclui ser pioneira na litografia de 7 nm com os chips Cannonlake.

Sobre isso, Venketa Renduchintala, presidente do setor de Cliente e Internet das Coisas e do Grupo de Arquitetura de Sistemas da Intel, disse que a ideia e que os novos processadores apresentem um desempenho 15% superior que os Kaby Lake. Por fim, o executivo deixou bastante claro quais as prioridades da Intel para 2017 e revelou que o mercado consumidor agora tem concorrentes de peso como os mercados corporativo, de Internet das Coisas e de memórias.

Apesar do anúncio dos planos, a Intel não revelou um roadmap exato de desenvolvimento e lançamento dos novos processadores. Com os Kaby Lake praticamente chegando agora ao mercado, é de se esperar que ainda tenhamos que esperar um certo tempo até vermos algo concreto sobre isso vindo por aí.

Fonte: PC World

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