Como a impressão 3D deu uma nova vida a um bebê com má formação cerebral

Por Redação | em 23.06.2016 às 22h15

Durante a gestação de seu segundo filho, os pais Dustin e Sierra Yoder foram noticiados com uma informação devastadora durante um ultrassom de rotina: Bentley, o menininho que esperavam, sofria de uma condição rara que faz o cérebro crescer fora da cavidade central do crânio. A lesão, chamada encefalocele, normalmente causa danos demais ao cérebro da criança que, na maioria dos casos, acaba vindo a óbito mesmo antes de nascer. A história de Bentley poderia ter tido esse mesmo fim, mas ficamos felizes ao informar que a tecnologia das impressoras 3D deu uma nova vida ao garoto.

Bentley Yolder

(Foto: Reprodução/STAT News)

O tratamento milagroso de Bentley começou no início de 2015, quando os pais souberam que o seu segundo bebê estava a caminho. Tudo ia muito bem até que aproximadamente no quinto mês de gestação, durante um ultrassom de rotina, os pais recebem a notícia de que seu filho sofria de uma deformação do crânio que atrapalha o crescimento correto do cérebro. Segundo os médicos, Bentley era "incompatível com a vida" e ambos os pais deveriam decidir se teriam a criança ou interromperiam a gestação com um aborto cirúrgico. 

Completamente destruídos com a notícia, os pais decidiram por ter o bebê e cuidar dele por todo o seu tempo de vida. Em entrevista ao jornal Stat News, Sierra, que é mãe de Bentley, afirmou que "não conseguia se imaginar realizando o procedimento" e, por isso, decidiu dar luz à criança mesmo sabendo que ela corria sérios riscos de falecer durante o nascimento. Quatro meses depois da notícia, a mãe entrou em trabalho de parto e ambos os pais seguiram para o hospital sem nenhuma roupa extra ou utensílio para Bentley. Eles esperavam enterrar o bebê no único macacão que levaram para a sala de parto. 

Bentley Yolder

Esta é a primeira prótese desenvolvida para Bentley, no futuro, é provável que a protuberância acima de seu crânio diminua (Foto: Reprodução/STAT News)

Surpreendentemente, Bentley nasceu forte e berrante: o casal contou ao Washington Post que o bebê, embora tivesse realmente nascido com uma boa parte do cérebro para fora de seu crânio, chorou como qualquer outra criança, e que aquele foi o momento mais emocionante de suas vidas. Nas palavras da mãe, todos estavam com os olhos fixos sobre Bentley, maravilhados com o seu nascimento e apreensivos com suas primeiras horas de vida, "Nas quatro ou cinco horas que sucederam o parto, todos nós estávamos esperando que algo acontecesse com ele", disse Sierra Yolder ao jornal. 

Bentley Yolder

O bebê irá receber várias próteses conforme o desenvolvimento de seu cérebro ocorrer. Elas irão corrigir e proteger o assentamento do cérebro de Bentley em seu crânio (Foto: Reprodução/Washington Post)

Desafiando todos os prognósticos, Bentley pode ir para casa apenas três dias após seu nascimento. Mas isso não significa que as coisas ficaram fáceis para os pais; o bebê sofreu duas infecções nos pulmões que fizeram-no depender de máquinas para respirar. O caso da criança chamou a atenção da comunidade médica porque, diferente de outros diagnósticos similares, o cérebro do bebê estava inteiramente fora do crânio. Como não podiam retirar o tecido cerebral de onde ele estava localizado, os médicos decidiram estender a caixa craniana de forma que ela comportasse o que estava do lado externo, e foi aí que as impressoras 3D entraram na vida de Bentley. 

Bentley Yolder

Bentley com seus pais, Dustin e Sierra Yolder (Foto: Reprodução/STAT News)

Para preparar esse tipo de cirurgia, que nessas condições era inédita no mundo inteiro, os cirurgiões imprimiram várias representações tridimensionais do cérebro e do crânio do garoto. Os modelos permitiram que os médicos planejassem os procedimentos e como seria feita a recolocação do tecido cerebral de Bentley na prótese também produzida com impressoras 3D. A cirurgia que durou no total apenas cinco horas, permitiu que o pequeno Yolder tivesse um salto de desenvolvimento poucos dias depois — "Ele já consegue controlar o próprio pescoço, está sorrindo e brincalhão", disse a mãe para a mesma entrevista ao Washington Post. 

Fonte: DigitalTrends

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