Cientistas criam impressões em 3D que mudam de forma quando expostas ao calor

Por Redação | em 13.04.2017 às 09h35

Impress?o 4D

O mundo das impressões 3D costuma trazer inúmeras surpresas. A mais recente delas envolve as chamadas “impressões 4D”, que nada mais são do que objetos tridimensionais impressos que mudam de forma quando são expostos ao calor. Desenvolvido pela universidade Georgia Tech, este projeto pretende revolucionar a utilização de objetos 3D, que podem ganhar novas formas mesmo depois de deixarem a impressora.

Não é a primeira vez que algo do tipo é criado, mas o material em desenvolvimento na Georgia Tech tem uma grande vantagem em relação aos seus antecessores: ele permite que o objeto mantenha a sua forma após a modificação, algo que ainda não tinha sido alcançado. Além disso, o novo processo ocorre de maneira muito mais rápida.

“Normalmente, o tempo [de transformação de uma impressão 3D] é muito extenso”, comenta professor H. Jerry Qi em entrevista ao Tech Crunch. “Você precisa esperar por horas pela mudança de forma. E também eles são bem macios, porque o hidrogel é macio, geralmente mais macio do que a pele. Com a nossa nova abordagem, o tempo de resposta é bastante rápido, os vídeos estão em tempo real e a forma se altera quase instantaneamente”, complementa.

O projeto comandado por Qi utiliza polímeros no lugar dos hidrogels, o que permite ao objeto manter a sua nova forma após a transformação. E a fonte de calor pode ser tanto uma bacia com água quente quanto o ar quente de um secador de cabelo convencional.

Processos mais simples, resultados controlados

Os resultados das transformações não são totalmente aleatórios, isso porque os profissionais conseguem definir uma projeção conforme desenham a peça tridimensional. “A mudança de forma é toda controlada pelos parâmetros de impressão e por como você organiza as estruturas de impressão e todos os diferentes materiais”, explica o professor. “Este é um avanço em relação ao que tínhamos anteriormente porque simplifica o processo de forma significativa.”

A intenção é que, a longo prazo, esta tecnologia venha a ser utilizada na biomedicina, um ramo já bastante adepto das impressões em 3D. Implantes que mudam de forma conforme têm contato com o calor do corpo humano, por exemplo, estão no rol das possibilidades futuras para as “impressões 4D”.

Via Tech Crunch

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