Olímpiadas do Rio viram arma para hackers

Por Redação | em 20.07.2016 às 19h14

hacker

Como todo evento que atrai grande comoção popular, desde atentados terroristas até Pokémon GO, as Olímpiadas também estão se tornando uma grande arma nas mãos de hackers. É o que aponta um relatório publicado pela Symantec, que indica uma proliferação cada vez maior de pragas e tentativas de golpes relacionadas aos Jogos Olímpicos, que começam no dia 3 de agosto.

Os alvos são tanto os atletas e turistas que vêm ao Rio de Janeiro quanto os fãs do esporte que vão ficar em casa. O objetivo é roubar dados, ganhar dinheiro de maneira ilícita e obter acesso indevido a contas de internet banking e redes sociais. Anúncios relacionados a sites de apostas com grande chance de lucro e promoções com ingressos em assentos privilegiados ou incrivelmente baratos são as principais formas de ludibriar cliques e instalar malware tanto no computador quanto no celular.

Para quem vem à cidade olímpica, a Symantec pede cautela e cita que uma das modalidades preferidas dos hackers brasileiros é o roubo de dados bancários. A empresa de segurança afirma que as leis de nosso país são pouco rígidas com criminosos desse tipo, o que acaba tornando essa uma forma de golpe muito popular e lucrativa por aqui. Por isso, aos turistas, todo o cuidado é pouco com aplicativos falsos, que se passam por soluções bancárias, com o uso de Wi-Fis públicos e com a clonagem de cartões em pontos de venda ou caixas eletrônicos.

Enquanto isso, análises de atividade online indicam um aumento no surgimento de ransomwares, o tipo de praga que “sequestra” o computador ou dispositivo móvel da vítima e pede dinheiro em troca da liberação, caso contrário, apagará todos os dados. Softwares maliciosos desse tipo foram encontrados em sites que prometiam, além das apostas e ingressos, vídeos exclusivos dos bastidores dos jogos.

Uma velha tática ainda parece funcionar muito bem: o e-mail. Prometendo cenas de alguns dos lances principais das partidas ou até vídeos quentes dos atletas, essas mensagens são enviadas em massa e, normalmente, trazem arquivos anexos, que se executados, já começam seu trabalho malicioso no dispositivo da vítima.

A Symantec chama atenção ainda para o hacktivismo, com grupos como o Anonymous tentando envergonhar o governo brasileiro durante os jogos, e a espionagem digital, principalmente contra cidadãos americanos. Aqui, mais uma vez, cabe atenção aos Wi-Fis públicos, que costumam servir como uma boa porta de entrada para a ações desse tipo.

As recomendações de segurança são as mesmas de sempre – evite trafegar informações sigilosas em redes públicas e tenha sempre softwares de segurança ativos e atualizados em seus dispositivos. Ofertas boas demais para serem verdade normalmente não são reais, portanto, desconfie de links recebidos por mensageiros e e-mails, mesmo que eles tenham sido, supostamente, enviados por pessoas de confiança.

Fonte: PC World

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