Hackers invadem "smartvibrador" e conseguem controlar acessório remotamente

Por Redação | em 11.08.2016 às 10h23

We-vibe 4 plus

Por mais estranho que pareça, o mundo da conectividade mobile já atingiu níveis tão absurdos que chegou até mesmo aos vibradores. Sim, já existem “smartvibradores” que podem ser conectados ao seu smartphone e, a partir de aplicativos dedicados, controlar a intensidade do acessório pela tela do dispositivo. Não que a gente já tenha experimentado, mas quem tem um diz que é muito prático e bom. Porém, como nada nessa vida é completamente seguro, alguns hackers já conseguiram invadir esses gadgets do prazer e obter alguns dados curiosos com isso.

Durante uma apresentação no Def Con, o maior evento de segurança digital do mundo, os hackers goldfisk e follower comentaram um pouco sobre a possibilidade de controlar esses brinquedos adultos a partir de uma interceptação da comunicação Bluetooth que eles fazem com dispositivos móveis. Segundo eles, é possível acessar o vibrador remotamente e controlá-lo mesmo sem a devida autorização — para o terror (ou o prazer) do usuário. Para isso, eles usaram como base o vibrador We-Vibe 4 Plus para entender seu funcionamento e compreender todo o processo de conectividade.

E as descobertas foram incríveis, pois não se limitaram apenas a encontrar um meio de entrar no processo e ditar o ritmo de vibração. Segundo eles, o aplicativo usado para isso envia dados para os servidores da fabricante com informações sobre o seu uso. Isso inclui desde a temperatura do acessório minuto a minuto a até o momento em que a intensidade da vibração muda. De acordo com os hackers, essas informações podem ser usadas para descobrir com que frequência o usuário faz uso do brinquedo, além de criar um enorme banco de dados para que a empresa saiba exatamente como seu público usa seus produtos, o que pode ser usado de diversas formas.

We-vibe 4 plusVibrador foi hackeado, permitindo que outras pessoas o controlem a partir de smartphones não autorizados

Para a fabricante, ter conhecimento desses detalhes é mais do que interessante. Ao conhecer as preferências de seu público, ela sabe exatamente o que é aprovado e quais elementos ainda precisam de ajustes, o que a permite fazer melhorias contínuas em seus produtos. Não por acaso, o Wi-Vibe 4 Plus vendeu mais de 2 milhões de unidades em todo o mundo, o que mostra que a estratégia vem dando certo. É claro que é incômodo saber que a companhia tem total conhecimento da frequência com que você usa o vibrador e suas preferências, mas ainda não chega a ser algo tão invasivo, já que a sua privacidade permanece.

Por outro lado, a brecha de segurança que permite que outras pessoas tenham acesso e controlem o acessório é algo um pouco mais sério, pois viola exatamente essa barreira da intimidade. Seja lá o que você faz entre as paredes do seu quarto, sozinho ou não, isso só diz respeito a você e a falha acaba com isso, já que qualquer pessoa pode entrar no processo sem qualquer tipo de autorização. É o tipo de preocupação que acompanha todo o desenvolvimento da Internet das Coisas e que aqui se apresenta a partir de um jeito bastante curioso, mas igualmente delicado.

Até o momento, a fabricante do vibrador não se pronunciou sobre o caso.

Via: Def Con, The Next Web

Assine nosso canal e saiba mais sobre tecnologia!
Leia a Seguir

Comentários

Newsletter Canaltech

Receba nossas notícias por e-mail e fique
por dentro do mundo da tecnologia!

Baixe já nosso app Fechar

Novidade

Extensão Canaltech

Agora você pode ficar por dentro de todas as notícias, vídeos e podcasts produzidos pelo Canaltech.

Receba notificações e pesquise em nosso site diretamente de sua barra de ferramentas.

Adicionar ao Chrome