Equador cortou a internet de Julian Assange em prol das eleições nos EUA

Por Redação | em 18.10.2016 às 23h21

Julian Assange

A embaixada do Equador no Reino Unido revelou nesta terça-feira (18) que foi a responsável por cortar, neste sábado (15), o acesso do fundador do Wikileaks, Julian Assange, à internet. A medida serviria para que o país não estivesse envolvido de forma alguma com os resultados das eleições dos Estados Unidos, uma vez que Assange está preso no local há quatro anos. 

"O governo do Equador respeita o princípio da não-intervenção em assuntos de outros países", disse o órgão em comunicado. "Ele não interfere em processos eleitorais externos nem apoia um candidato em particular". Como resultado disso, o governo equatoriano resolveu suspender o acesso a algumas comunicações privadas na embaixada. 

O Wikileaks culpou o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, de pedir ao Equador que cortasse o acesso de Assange à rede mundial de computadores. Já o Departamento de Estado revelou que não foi nada disso. "Não é verdade. Ele não pediu isso", disse o porta-voz Mark Toner. "Não temos nenhum envolvimento, de natureza alguma, com tentativas de bloqueio de acesso do Sr. Assange à internet". 

O Equador defende que a decisão foi unilateral e corrobora com o fato de que não foi pressionado por nenhuma nação a realizar o feito. Ele apenas aponta que, enquanto Assange ficou sem internet, o WikiLeaks não esteve impossibilitado de realizar suas investigações.  

Assange e os EUA 

O fundador do WikiLeaks havia prometido liberar uma série de e-mails roubados de um assessor de Hillary Clinton, candidata à presidência dos EUA, que poderia prejudicar suas chances de vitória. E, na verdade, o WikiLeaks nunca parou de divulgar tais tipos de documentos, independente de Assange estar conectado ou não à web. 

Já o governo norte-americano desconfia que o WikiLeaks está ajudando hackers ligados ao governo da Rússia a influenciar os resultados das eleições presidenciais. Inclusive, já existe um rumor circulando fortemente na internet a respeito da Casa Branca e da CIA estarem favoráveis a uma ciberguerra iniciada pelos EUA contra a Rússia, justamente por causa das eleições.

O WikiLeaks nunca deu nomes às suas fontes, mas Assange negou qualquer tentativa de sabotagem à campanha de Hillary Clinton. 

Via PC World 

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