Google enfrenta dificuldades para tirar seus projetos científicos do papel

Por Redação | em 07.06.2016 às 09h59

Verily

Uma lente de contato que faz leituras de glicose no sangue e um dispositivo de detecção de câncer parecem ótimas ideias tecnológicas, não é mesmo? E elas são mesmo, tanto que o Google já começou a trabalhar nelas. O problema é que, de acordo com um estudo feito pelo portal Stat, ideias como essas podem nunca chegar a ser realidade.

Três anos atrás, o executivo Andrew Conrad, da subsidiário de ciências humanas do Google, a Verily, propôs a ideia de um dispositivo similar ao Tricorder da série Star Trek, capaz de utilizar nanopartículas para detectar câncer em estágio inicial. Com uma enorme quantia de dinheiro para financiar as pesquisas, Conrad disse que em seis meses eles teriam um protótipo da tecnologia pronto. Até agora, nada.

Além do detector de câncer, outra ideia que ganhou muito destaque em portais de notícia do mundo todo foi o projeto de lentes de contato capazes de monitorar os níveis de glicose no sangue para ajudar diabéticos no tratamento da doença. Por mais revolucionário que o dispositivo pareça, ele também não está nem perto de se tornar viável.

A explicação para que nenhum dos projetos esteja pronto, ou em vias de se tornar realidade, é que ainda não existe tecnologia capaz de suprir as demandas para que os aparelhos virem realidade. Na opinião do professor de química da Universidade Tufts e expert em nanociência, David Walt, os aparelhos anunciados pelo Google ainda são fantasia, e que ele mesmo não tem certeza se algum dia serão realidade.

Atualmente, o modelo que prevalece entre as empresas do Vale do Silício é o "vanglorie-se agora, construa depois". Um dos objetivos principais da Verily é combinar dados e avanços tecnológicos com a ciência na esperança de curar doenças. Entretanto, cientistas norte-americanos têm questionado a validade dessa ideia. O consenso entre eles é que, por mais importante ou empolgante que uma ideia pareça, sem um caminho claro de como atingi-lo, raramente essa ideia vingará.

Em sua defesa, a Verily afirma que continua trabalhando com afinco em seus projetos, mas admite que ideias podem e devem falhar ao longo do processo.

O jeito é torcer e esperar que nas próximas décadas os avanços científicos sejam suficientes e possamos aproveitar da que hoje em dia só é vista em filmes e séries.

Fonte: Stat, Popsci

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