Google abre onda de contratações para ajudar em projeto de carro autônomo

Por Redação | em 15.02.2016 às 12h41

Google Koala

O Google pode ter enfrentado mais de 300 falhas com seu carro autônomo em 2015, mas nem por isso a companhia desanimou da ideia em colocar esses veículos nas ruas. Pelo o contrário: a empresa está em busca de dezenas de profissionais para aprimorar o projeto, que deve chegar oficialmente ao mercado dentro dos próximos quatro anos.

Ao todo, são 36 ofertas de emprego, sendo a maioria relacionada a áreas como manufatura e engenharia. Entre as carreiras disponíveis estão mecânica, segurança dos veículos, engenheiros de confiabilidade e NVH (sigla em inglês para o equivalente a ruídos, vibração e aspereza do motorista em relação ao automóvel). Também há oportunidades para marketing, análise de políticas e outros serviços que de alguma forma podem contribuir com o andamento do conceito. Há vaga até para um diretor de imóveis e serviços para local de trabalho, o que sugere que as contratações devem continuar crescendo.

"O projeto de carro autônomo visa melhorar a vida das pessoas, transformando a mobilidade e tornando mais fácil e seguro para todos se locomoverem, independentemente de sua capacidade de se conduzir [o veículo]. Até agora, nossos automóveis já dirigiram por mais de um milhão de milhas e estão atualmente nas ruas de Mountain View, na Califórnia, e em Austin, no Texas", diz a descrição de uma das vagas de emprego lançadas pelo Google.

A vaga aberta para engenheiro de processos de manufatura, por exemplo, descreve o posto como sendo responsável por "projetar estações de montagem da fábrica, otimização de linha de produção, automatização de processos críticos de manufatura e aprovação de projetos de fixação de módulos eletrônicos para o carro autônomo". Já o cargo de engenheiro de qualidade de fornecedores envolve criação e aprovação de "processos de inspeção de manufatura, equipamento, ferramentas de medição (...) e montagem de componentes mecânicos".

De acordo com o cronograma da entidade, os carros também serão levados para Kirkland, em Washington, para uma nova bateria de testes no tráfego. Os experimentos começam agora no final de fevereiro.

O alto volume de contratações revela como o Google está em empenhado em tocar o projeto, mas acima de tudo em colocá-lo em prática com segurança. Aliás, faz todo o sentido a empresa ter esse cuidado, uma vez que, segundo um relatório enviado a autoridades de trânsito dos Estados Unidos, ainda há muito trabalho a fazer.

No início de janeiro, o documento apontou que os 49 carros do Google que dispensam motoristas se envolveram em 341 incidentes em que, ou o veículo entregou seu controle voluntariamente ao motorista humano, ou a pessoa teve que intervir para evitar um acidente. Em 13 dessas situações, o automóvel teria batido contra obstáculos caso funcionários da companhia não tivessem intervido.

Outra informação destacada no relatório mostra um número significativo de falhas técnicas, mais precisamente 272. Esses erros envolveram problemas de comunicação entre as diferentes partes do veículo que dependem de comunicação mútua, como os sensores de direção ou travagem. Em todos os casos, o motorista humano assumiu o controle do veículo em menos de 1 segundo. Nos 69 incidentes restantes, os funcionários tomaram o controle do carro por vontade própria - o automóvel para de se autocontrolar quando o motorista segura o volante ou pressiona o pedal do acelerador ou do freio.

Inicialmente, o Google tinha planos de colocar seus carros autônomos à venda a partir de 2017. No entanto, parece que não veremos essas máquinas nas estradas tão cedo assim. A previsão é que isso só aconteça depois de 2020.

Fonte: Reuters

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