Contra Trump, Google cria fundo para ajudar organizações de imigrantes nos EUA

Por Redação | em 30.01.2017 às 09h58

Donald Trump

Faz pouco mais de uma semana desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos, mas o milionário do ramo imobiliário já vem criando medidas polêmicas que estão desagradando todo o mundo. Entre uma canetada e outra, o homem mais poderoso do mundo fechou as fronteiras do país para a entrada de imigrantes, refugiados e portadores do chamado green card de sete países, numa atitude que causou aversão até mesmo em empresas tech.

Foi o caso do Google, que neste domingo (29) criou um "fundo de crise" de US$ 4 milhões para ajudar quatro organizações de imigração nos Estados Unidos. Em uma reportagem exclusiva, o USA Today relatou que a companhia fará uma doação direta de US$ 2 milhões para o fundo, enquanto seus funcionários farão uma espécie de "vaquinha" para contribuir com os US$ 2 milhões restantes.

"Estamos preocupados com o impacto dessa ordem e de qualquer outra proposta que possa afetar a vida de nossos funcionários e suas famílias, ou que possa criar barreiras para trazer grandes talentos para os Estados Unidos", disse a empresa em um comunicado oficial. "Continuaremos nos esforçando para que os políticos em Washington e quem qualquer outro lugar saibam qual a nossa posição nisso tudo".

Além do Google, a empresa de compartilhamento de corridas Lyft também anunciou que irá doar US$ 1 milhão à União Americana das Liberdades Civis nos próximos quatro anos para combater o que eles consideraram uma "medida antiética". "Banir pessoas de uma religião, credo, raça, etnia ou sexualidade específica de entrar nos Estados Unidos é antiético tanto para a Lyft quanto para os valores que fundamentam nossa nação", disse a empresa em comunicado oficial.

Brian Chesky, CEO do Airbnb, também veio a público e prometeu que irá ajudar os refugiados nos EUA. "Não permitir a entrada de refugiados ou estrangeiros nos EUA não está certo, e devemos nos unir aos que são afetados", anunciou o executivo em seu Twitter.

Em um extenso post no site da startup, Chesky falou mais sobre o seu descontentamento e preocupação em relação às medidas que Trump vem tomando em seus poucos dias na Casa Branca. "Impedir que refugiados e pessoas que não são uma ameaça de entrar nos Estados Unidos simplesmente porque elas são de um determinado país simplesmente não é certo, e nós precisamos ficar do lado de quem sofre com isso. As portas do país devem permanecer abertas, e as que se fecharem não podem ficar assim por muito tempo", escreveu o executivo.

Em decreto assinado nesse último fim de semana, Donald Trump determinou que imigrantes, refugiados e residentes legais dos EUA de origem iraquiana, síria, sudanesa, líbia, somalina e iemenita estão impedidos de entrar nos EUA pelos próximos três meses.

Fonte: USA Today, Airbnb Citizen

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