Robô derrota pilotos reais em combate aéreo simulado

Por Redação | em 30.06.2016 às 19h35

Alpha IA

Essa é mais uma daquelas notícias a serem começadas com brincadeiras sobre a futura dominação dos humanos pelas máquinas. Um sistema de inteligência artificial de pilotagem de caças, criado pela Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, saiu vencedor de duas simulações de combate aéreo, voltadas justamente para testar sua eficácia diante de situações de conflito.

No primeiro teste, o Alpha, como foi chamado, deveria defender uma área litorânea de duas aeronaves inimigas, utilizando quatro caças próprios. A desvantagem numérica dos adversários, entretanto, era compensada por equipamentos mais sofisticados e armamentos mais fortes, e ainda assim, a oposição foi derrotada por meio de manobras evasivas, estratégias e um bom uso dos recursos disponíveis pelo robô, que não sofreu nenhuma baixa.

Na segunda etapa, Alpha foi colocado contra Gene Lee, um veterano da Força Aérea Americana e venceu o experiente piloto sem dificuldades. Aqui, o resultado foi o mesmo: apesar da desvantagem numérica, o robô foi capaz de derrotar o adversário sem sofrer nenhuma morte. Essa situação se repetiu em diversas baterias de testes, todas com o mesmo resultado e alta eficiência da arte da inteligência artificial.

Para os pesquisadores, o teste mostrou, na prática, os bons resultados de sistemas de lógica difusa em equipamentos militares. Como caças militares produzem uma grande quantidade de informações durante o voo, máquinas desse formato são as ideais para esse fim, pois analisam tudo individualmente antes de tomar a melhor decisão, além de serem capazes de fazer previsões em tempo real, agindo de acordo.

Por outro lado, para os envolvidos, não se trata de um sistema a ser usado em condições reais de combate, pois pode ser imprevisível, mas sim, no ambiente controlado de simulações e treinamentos. As perdas poderiam ser catastróficas caso o Alpha decidisse por conta própria atacar um alvo não-militar, por exemplo, e o processo de tomada de decisão é veloz e versátil o bastante para que, muitas vezes, não seja possível cancelar uma ação quando ela acontece em tempo real.

Sendo assim, a ideia da Universidade de Cincinnati é aplicar a tecnologia na formação de simuladores melhores e também na criação de sistemas para uso humano, com assistentes e avaliações em tempo real que possam auxiliar nas decisões feitas durante um combate. Ainda assim, os especialistas não esconderam a animação e compararam o experimento à clássica partida em que o computador Deep Blue, da IBM, venceu o enxadrista Garry Kasparov, em 1997.

Fonte: Universidade de Cincinnati

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