Herpes pode ter sido causada por headset de realidade virtual? Entenda

Por Redação | em 26.10.2016 às 18h59

Oculus

Durante demonstrações públicas com headsets de realidade virtual, é provável que a tela do dispositivo acabe um pouco embaçada e suada depois de passar de rosto em rosto. No entanto, um bate-papo anônimo divulgado essa semana está sugerindo que o gadget pode espalhar algo muito mais complicado: herpes.

Tudo começou quando um youtuber, com mais de 1,2 milhão de assinantes, divulgou uma conversa enviada por um de seus seguidores em que ele afirma ter pegado herpes ocular durante um evento de games onde usou um aparelho de realidade virtual para jogar.

A notícia confirmou um dos maiores medo das pessoas ao relacionar a tecnologia com um problema de saúde. No entanto, não existem outros relatos parecidos com este circulando por aí, e especialistas já estão se manifestando para acalmar os adeptos da realidade virtual.

"A herpes não é tipicamente transmitida por meio de objetos", explicou Sonal Tuli, chefe do departamento de oftalmologia da Universidade da Flórida. Isso acontece porque o vírus tem dificuldades para sobreviver fora do corpo, o que faz com que a transmissão seja feita através do contato corporal direto com uma pessoa infectada.

Em relação ao caso citado pelo youtuber, ele diz que "é improvável, mas não é absolutamente impossível" que alguém pegue herpes por meio de um headset de RV utilizado anteriormente por alguém infectado. "As probabilidades são as mesmas da transmissão de herpes em assentos sanitários", completou. O especialista diz que ainda que é mais provável que o rapaz já tenha sido infectado antes – por meio de um beijo, talvez – e coincidentemente tenha experimentado uma reativação após usar o dispositivo.

A herpes ocular é uma infecção no olho causada pelo vírus do herpes simples (HSV) do tipo 1, o mesmo que é responsável pelo herpes labial. Ela pode apresentar sintomas clássicos da conjuntivite (olho vermelho e lacrimejando, sensação de corpo estranho, ardência, entre outros), porém o acometimento geralmente se restringe a apenas um dos olhos e só um exame oftalmológico pode diferenciar um agente viral do outro.

De qualquer forma, o ideal é que as empresas que utilizam esse tipo de equipamento de realidade virtual em seus eventos e demonstrações façam a higienização correta dos gadgets cada vez que alguém utilizá-los. 

Via The Verge

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