Fósseis na Groenlândia podem ser a evidência mais antiga de vida na Terra

Por Redação | em 31.08.2016 às 18h50

Groenl

De acordo com uma equipe de cientistas australianos, os fósseis encontrados recentemente na Groenlândia podem ser a evidência mais atinga de vida em nosso planeta. Se os resultados das análises forem confirmadas, as pequenas formações microbianas encontradas em Isua, sudoeste da ilha, serão cerca de 220 milhões de anos mais velhas do que as atuais evidências mais antigas catalogadas.

"Isso potencialmente deixa para trás a nossa compreensão da antiguidade da vida na Terra, que é realmente muito surpreendente", disse Abigail Allwood, cientista de pesquisa e astrobiologia no Jet Propulsion Laboratory da NASA. Allwood escreveu uma tese de doutorado sobre os 3,5 bilhões de anos de idade de fósseis encontrados no oeste da Austrália, que foram, até hoje, considerados os mais antigos do mundo. "A superfície da Terra há 3,7 bilhões de anos atrás era um lugar tumultuado, bombardeado por asteroides e ainda em seus estágios de formação", disse.

Os fósseis encontrados foram preservados em rochas metamórficas por milênios e expostas pelo recente derretimento da neve. A camada de gelo da Groenlândia está batendo níveis recordes de derretimento devido ao aquecimento global causado pela humanidade. Este fato tem ajudado os cientistas a procurar por pistas sobre as origens da Terra, ao mesmo tempo em que ameaça desencadear patamares catastróficos da elevação do nível do mar.

Fóssil

Na época em que as rochas de Isua estavam se formando, a superfície da Terra se parecia com a de Marte. "Marte não parecia muito diferente da Terra a partir de uma perspectiva de habitabilidade, com corpos de água parada na superfície", disse Allwood. A forma dos fósseis encontrados e a textura interna sugerem que as estruturas não era simplesmente dobradas por forças geológicas, mas através de atividades microbianas. Outros detalhes de sua química e minerais também apontam para organismos vivos.

Ainda assim, a evidência de vida nas formações encontradas na Groenlândia não são tão sólidas como as descobertas em fósseis australianos, que foram preservadas em rochas sedimentares. "Há a ideia de que estes [fósseis da Groenlândia] são biológicos, mas não há como provar", disse a cientista. "Ainda há margem para dúvidas." A equipe por trás da descoberta dos fósseis está apenas no início das pesquisas científicas sobre as estruturas na Groenlândia.

Via Mashable, Nature

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