Estudantes brasileiros ganham segundo lugar em competição de balão espacial

Por Redação | em 17.06.2016 às 11h40 - atualizado em 17.06.2016 às 20h14

Balão Zenith

Uma das principais noções científicas é que se um microorganismo consegue sobreviver às condições de baixa pressão e alta radiação que existe na atmosfera da Terra, ele também seria capaz de existir em Marte, por exemplo. Essa noção foi colocada em prática no mês de maio por um grupo de estudantes brasileiros da USP e do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, que, com seu Balão Zenith, ganhou o segundo lugar em um evento internacional.

O reconhecimento veio no Desafio Global de Balões Espaciais (GSBC, na sigla em inglês), que conta com o apoio das Universidades de Stanford e Michigan, nos Estados Unidos, além do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Na edição de 2016, foram 407 equipes participantes, de 54 países, incluindo seis brasileiras.

O balão do grupo Zenith foi capaz de chegar à alta atmosfera em cerca de duas horas, expondo as amostras assim que chega ao espaço. Enquanto isso, equipamentos coletavam informações ambientais e sobre os microorganismos, de forma a testar a resistência deles às condições extremas. Depois, o dispositivo voltou à Terra para que os dados pudessem ser analisados em laboratório.

O lançamento aconteceu no dia 14 de maio de 2016, na cidade de São Carlos, interior do estado de São Paulo. O Canaltech acompanhou tudo de perto, como você pode ver no vídeo acima, e ainda levou sua logo ao espaço junto com o experimento, que foi bem-sucedido e concluiu que as amostras são sim capazes de sobreviver a condições extremas. Agora, a equipe trabalha em novas versões do projeto para que a análise possa acontecer em tempo real, diretamente da estratosfera, em vez de exigir um trabalho laboratorial posterior.

O primeiro lugar do GSBC ficou com os poloneses do LEO3, que levaram o prêmio pela segunda vez. O experimento é bastante semelhante ao brasileiro, mas tem um foco no entendimento do comportamento de microorganismos, principalmente, os Eucariontes, em condições ambientais que mudam rapidamente, algo que pôde ser observado durante sua subida à atmosfera. Além de micróbios, a equipe também enviou plantas em seu balão e fez uma descoberta curiosa – o tabaco, entre os espécimes utilizados, tem mais chances de sobreviver à estratosfera.

Fonte: GSBC

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