Cientistas revelam novo mapa cerebral com 97 regiões nunca antes identificadas

Por Redação | em 20.07.2016 às 20h26

Cérebro

Um grupo de cientistas revelou nesta quarta-feira (20), na revista Nature, um dos mapas cerebrais mais precisos de todos os tempos. Através da combinação de uma série de dados levantados por diversas técnicas de imagem, os pesquisadores dividiram o cérebro humano em 180 partes, das quais 97 nunca haviam sido identificadas.

O estudo divulgado pelos pesquisadores foi elaborado a partir da combinação de ressonâncias magnéticas de 210 jovens adultos, que participaram de um projeto que visa compreender profundamente as conexões neuronais. Assim, o objetivo da pesquisa é auxiliar no trabalho das mais variadas áreas da ciência, que atualmente se baseia no modelo Broadman, que serve como mapeamento há mais de 100 anos.

De acordo com os cientistas, as 180 zonas cerebrais identificadas estão relacionadas a uma série de funções, como consciência, raciocínio, percepção, linguagem, sensação e atenção. Dessa forma, a expectativa é de que não só os estudos voltados ao mapeamento do córtex cerebral sejam beneficiados, mas também a neurocirurgia. Pensando em longo prazo, a ideia dos investigadores é que a novidade possa servir, inclusive, para o trabalho com doenças como a demência e a esquizofrenia.

Mapeamento cerebral

"Este é um marco em termos de mapeamento do cérebro, e estamos muito animados para compartilhar isso com o mundo", disse David Van Essen, um dos autores do estudo. Para alcançar o número surpreendente, os cientistas da Universidade de Washington, Estados Unidos, avaliaram os participantes da pesquisa durante atividades variadas, visando ter maior alcance nos resultados. Assim, alguns deles foram analisados enquanto repousavam, enquanto outros tiveram suas avaliações feitas durante exercícios de matemática, por exemplo.

Essa abordagem permitiu que os pesquisadores percorressem as profundezas labirínticas do córtex, tomando notas detalhadas sobre o que pôde ser observado a cada mudança de região cerebral. "Estávamos à procura de onde as áreas do mapa são alteradas – da mesma forma que, por exemplo, você percebe a arquitetura mudando à medida que você passa por uma fronteira", explicou o co-autor do estudo, Matthew Glasser.

É claro que muito ainda precisa ser feito, já que as novas 97 áreas delimitadas deverão passar a ser estudadas com mais afinco. De qualquer maneira, os resultados da pesquisa mostram um pouco mais sobre todo o mistério que envolve o cérebro humano, e mais: dão esperança para milhares de pessoas acometidas por doenças neurológicas que até agora são carentes de tratamentos. 

Fonte: Business Insider

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