Cientistas descobrem a galáxia com oxigênio mais distante do Universo

Por Redação | em 17.06.2016 às 16h14

Galáxia

Pesquisadores detectaram a porção de oxigênio mais distante do Universo já encontrada até então. Ela está localizada a 13,1 bilhões de anos-luz do planeta Terra, uma distância tão grande que permite aos cientistas verem a galáxia como ela era apenas 700 milhões de anos após o Big Bang. A descoberta da galáxia SXDF-NB1006-2 foi realizada por uma equipe formada por cientistas japoneses, suecos e britânicos e pode ser útil nos estudos sobre a chamada fase de reionização cósmica do Universo.

Antes de objetos começarem a se formar no Universo, ele era repleto de energia de gás neutro. Contudo, entre 200 e 400 milhões de anos após o Big Bang, tais objetos começaram a emitir luz por meio de radiação, o que começou a ionizar os gases — esta foi a fase de reionização cósmica, visto que a ionização original aconteceu até cerca de 380 mil anos depois da grande explosão. Entretanto, pouco se sabe o período de reionização, que durou até o Universo ter cerca 1 bilhão de anos. Agora, a nova galáxia pode trazer algumas respostas.

“Procurar por elementos pesados no Universo jovem é uma abordagem essencial para explorar a atividade de formação de estrelas daquele período”, declara Akio Inoue da Universidade Osaka Sangyo, do Japão, principal autor do estudo publicado na revista científica Science. “Estes elementos também nos dão uma sugestão para entender como as galáxias foram formadas e qual a causa da reionização cósmica”, conclui o pesquisador.

A pesquisa

Os pesquisadores usaram o observatório Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), localizado no Chile, para realizar simulações computadorizadas a fim de descobrir se seria possível ver evidência de oxigênio ionizado com o equipamento. Eles observaram também algumas galáxias mais próximas à Terra e concluíram que tais emissões de oxigênio poderiam ser detectadas mesmo a distâncias muito maiores.

Assim, eles puderam descobrir a SXDF-NB1006-2 e também comprovar as evidências da presença de oxigênio mesmo em fases muito jovens do Universo. Ainda segundo os pesquisadores, o gás encontrado na galáxia distante é cerca de 10 vezes menos abundante do que no Sol. 

“A pequena quantidade é esperada porque o Universo ainda era jovem e tinha um breve histórico de formação de estrelas àquele tempo”, afirma Naoki Yoshida, da Universidade de Tóquio. “Algo pouco comum pode ter acontecido com esta galáxía. Eu suspeito que quase todo aquele gás é altamente ionizado.”

Como a SXDF-NB1006-2 tem pouca poeira, a sua intensa luz ultravioleta pode escapar e ionizar uma quantidade considerável de gás do lado de fora da galáxia. Assim, Inoue acredita que a recém-descoberta “poderia ser um protótipo das fontes de luz responsáveis pela reionização cósmica".

Fonte: ESO

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