Cientista nuclear iraniano é executado como suposto espião dos EUA

Por Redação | em 07.08.2016 às 14h12

Nuclear

Neste domingo (7), o governo do Irã admitiu ter matado um cientista que deu informações sobre o programa nuclear do país ao serviço de inteligência dos Estados Unidos. Gholamhosein Mohseni Ejehi, um porta-voz do poder judiciário iraniano, foi o responsável por confirmar a execução de Shahram Amiri, um cientista nuclear que teve a vida envolva em um mistério relacionado a espionagem norte-americana.

Amiri trabalhava em uma universidade filiada ao Ministério de Defesa do Irã, mas desapareceu na Arábia Saudita em 2009 durante uma peregrinação religiosa aos locais sagrados para os muçulmanos. Um ano depois, ele reapareceu em uma série de vídeos filmados nos Estados Unidos e postados na internet.

Pouco depois da aparição online, o cientista foi até a seção iraniana na embaixada paquistanesa em Washington (EUA) pedir para voltar para casa. Ele alegava ter sido sequestrado e forçado por espiões sauditas e norte-americanos a permanecer no exterior durante 14 meses. Por outro lado, o governo dos Estados Unidos alega que Amiri estava recebendo milhões de dólares para ajudá-los por livre e espontânea vontade a compreender melhor o programa nuclear iraniano. 

"Eu sou um simples pesquisador que estava trabalhando em uma universidade", disse Amiri quando retornou ao Irã em julho de 2010. "Eu não estou envolvido em nenhum trabalho confidencial. Eu não tinha acesso a informações classificadas". Sobre a estadia nos EUA, ele disse que estava sob tortura mental e física, e que agentes da CIA lhe ofereceram US$ 50 milhões para permanecer no país.

Durante anos, a mídia iraniana manteve silêncio sobre o caso de Amiri. A situação mudou apenas hoje, quando o governo assumiu ter executado o cientista. No entanto, não está claro por que as autoridades do país decidiram matar Amiri anos depois do seu primeiro desaparecimento. 

Tecnologia nuclear

A área de tecnologia nuclear desenvolve projetos de pesquisa relacionados a temas como reatores nucleares, combustíveis nucleares, ativação neutrônica, radioquímica, produção de radioisótopos, irradiação de materiais e produtos, entre outros.O domínio deste tipo de tecnologia ainda pode ser utilizado para a construção de usinas de energia elétrica, mas também oferece a possibilidade de fabricação de armas nucleares. 

O programa nuclear iraniano teve início em 1950, com auxílio técnico dos Estados Unidos, mas os dois países deixaram de manter relações diplomáticas nos anos 1980. Em 2015, o  Irã e as grandes potências conseguiram concluir um acordo para limitar o programa nuclear iraniano. O objetivo é evitar que o país crie uma arma nuclear e garantir que o programa seja usado apenas para fins pacíficos. 

Fonte: NBC

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