Atletas olímpicos reclamam da falta de Pokémon GO no Brasil

Por Redação | em 01.08.2016 às 17h50

Pokémon Olimpiadas

Esqueça os problemas na Vila Olímpica, a violência urbana ou o medo do vírus Zika: o maior problema enfrentado pelos atletas estrangeiros que estão chegando ao Rio de Janeiro para competir a Olimpíada é a falta de Pokémon no país. Como você pode ter reparado, Pokémon GO ainda não chegou por aqui e isso vem frustrando muitos competidores olímpicos. Afinal, se já é decepcionante para nós que nunca tivemos contato com o game, imagina para quem provou o gostinho de ser um treinador de verdade e agora se vê impedido de seguir sua jornada?

Brincadeira à parte, essa é realmente uma reclamação constante de vários atletas nas redes sociais. À medida que as delegações chegam ao país para competir no evento que começa nesta semana, as reclamações se tornam mais frequentes no Twitter e no Facebook. A nadadora norte-americana Abby Johnston brincou com isso ao dizer que a pior parte da Vila Olímpica é exatamente a indisponibilidade do aplicativo. Já o remador britânico Joe Clarke segue incrédulo com a situação, sem saber se a ausência de monstrinhos é algo específico da região onde ele se encontra ou de todo o país. Bem, bem-vindo ao Brasil, amigos.

O mais incrível dessa situação é que esse é um “problema” que até mesmo o prefeito carioca Eduardo Paes previu. Logo na semana de lançamento de Pokémon GO nos Estados Unidos e Nova Zelândia, no início do último mês de julho, o político publicou no Facebook um pedido para que a Niantic liberasse o game no país antes do início da Olimpíada, uma vez que o evento reuniria pessoas de todo o mundo e que elas ficariam frustradas ao perceber que o país ainda estaria de fora da cobertura do app. E foi exatamente isso o que aconteceu.

Isso significa que os atletas e os demais visitantes vão ter de se ocupar de outras maneiras durante o período que estiverem no país. Na falta de um Pokémon GO, por exemplo, eles serão obrigados a competir em um evento esportivo que acontece de quatro em quatro anos ou visitar pontos turísticos que são conhecidos em todos os continentes. Porém, sem um Pikachu podendo aparecer nesses lugares, fica realmente complicado aproveitar de verdade o passeio.

E pode ser que esse mal tenha vindo para bem. Em entrevista ao jornal inglês The Guardian, a jogadora de futebol neozelandesa Anna Green, disse que vai aproveitar o “tempo livre” criado pela falta de Pokémon GO no Brasil para treinar. Segundo ela, a ideia inicial era passear pelo Rio de Janeiro em busca de novos monstrinhos, mas que a indisponibilidade do serviço a forçou a voltar para a concentração pela disputa de medalhas. Já imaginou as manchetes culpando o game pelo mau desempenho dos esportistas?

Pokemon Go BrasilO prefeito Eduardo Paes até que tentou, mas Pokémon GO ainda não chegou ao Brasil

Por outro lado, o jogador canadense de hóquei na grama Matthew Sarmento defende que o aplicativo seria uma ótima forma de relaxar e aliviar a tensão que muitos atletas sentem às vésperas das disputas. Tanto que ele disse que, para descansar, vai procurar conhecer outros atletas.

Aliás, o The Guardian lembrou outro fato importante que pode ajudar os atletas a ocuparem seus dias na falta de Pokémon GO. O Comitê Olímpico Internacional (COI) vai distribuir 450 mil camisinhas para os atletas de todas as nacionalidades — um número três vezes maior do que o apresentado na Olimpíada de Londres, em 2012. Trata-se de uma medida preventiva contra o Zika, mas que pode muito bem ajudar a ocupar o dia dos atletas que não podem mais usar suas Pokébolas.

Via: The Guardian

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