Uso de drones em áreas urbanas deve ser liberado nos EUA em breve

Por Redação | em 04.04.2016 às 15h30

Drones

Um comitê patrocinado pelo governo americano apresentou na última sexta-feira (1º) um novo conjunto de regras que pode abrir caminho para o uso comercial de drones em cidades ou áreas consideradas urbanas. O documento foi enviado à Administração Federal da Aviação (FAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, que agora deve analisar o pedido.

Atualmente, o órgão regulador proíbe qualquer tipo de voo comercial de drones, com exceção daqueles que acontecem em forma de teste, sendo que as companhias precisam avisar com antecedência para conseguir uma autorização e seguir uma série de diretrizes. A medida visa garantir a segurança dos cidadãos – principalmente em áreas muito populosas –, pois, segundo a FAA, há o risco desses aparelhos colidirem com pessoas, aviões e outros objetos.

Só que a indústria, em especial as empresas de tecnologia que utilizam ou esperam usar esses equipamentos em caráter oficial, diz que não há perigo e tem cobrado do governo que essas restrições atrasam o potencial comercial encabeçado pelos dispositivos voadores.

"Os riscos são nominais. E, na verdade, a tecnologia [dos drones] provavelmente vai salvar vidas em vez de ameaçá-las", destacou Michael Droba, diretor-executivo da Small UAV Coalition, organização que busca legalizar o uso dos drones em qualquer esfera, tanto no campo comercial e civil quanto no hospitalar e filantrópico.

De acordo com as propostas elaboradas pela entidade, os drones serão divididos em quatro categorias. A primeira é destinada para aparelhos de porte pequeno, com até 225 gramas. Eles podem voar sem restrições sobre as pessoas, incluindo multidões. Já a segunda categoria abrange os modelos mais comuns de drones, ou seja, aqueles voltados para fins comerciais ou de lazer. Estes, por sua vez, costumam ter entre 1,80 kg e 2,25 kg – mas não há limite de peso –, e sua autorização para voos só será liberada com base no design do dispositivo.

Em ambos os casos, visando a segurança dos demais, a fabricante do gadget terá de emitir um certificado comprovando que, se o drone colidir em alguém, não haveria mais de 1% de chance da força máxima do impacto causar um ferimento grave naquela pessoa.

Enquanto isso, a terceira categoria não autoriza o voo de drones sobre multidões ou áreas densamente povoadas. Esses modelos só poderão ser usados em locais fechados ou restritos, e não podem ficar em sobrevoo por um longo período de tempo. Por fim, a quarta categoria é voltada para locais com um grande número de pessoas, desde que o operador do aparelho apresente um panorama da área para reduzir os riscos. Nas duas categorias, o risco de colisões deve ser de, no máximo, 30%.

Para as três últimas categorias, todos os drones precisam estar a uma altura de pelo menos seis metros das pessoas e outros três metros de distância (lateralmente).

Até o momento a FAA ainda não decidiu sobre as novas regras propostas pelo comitê. Caso sejam aprovadas, elas poderão abrir um novo precedente para o recente mercado de drones já explorado por empresas como Facebook e Amazon.

Fontes: Associated Press (via The Detroit News), Engadget

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