Pichações na sede do Facebook em Israel protestam contra páginas antissemitas

Por Redação | em 19.10.2015 às 13h25

Facebook Israel

A sede do Facebook em Israel amanheceu pichada neste domingo (18). Em protesto contra a recusa da rede social em retirar do ar páginas com conteúdo antissemita, o empresário e ativista político Rotem Gez resolveu expressar a sua insatisfação escrevendo nos muros da empresa.

Frases como “Sangue em suas mãos” e “Pare o terror no FB” foram pichadas em vermelho, junto de imagens de uma mão, também em vermelho, simbolizando a violência contra os judeus disseminadas supostamente por grupos terroristas da maior rede social do mundo na atualidade.

Gez assumiu a autoria da ação e, em entrevista ao canal de televisão Channel 2, de Israel, contou que a sua intenção foi mostrar que, ao ser conivente com a permanência de tais conteúdos em seus domínios, o Facebook se torna corresponsável pela violência contra os judeus.

“Eu decidi ir pra rua e fazer campanha contra eles para deixar claro que nosso sangue está nas mãos deles”, contou o ativista. “Decidimos fazer isso porque você pode escrever o que quiser no mural do Facebook (no site), então, transferimos o protesto para o muro físico da empresa, fora da rede social”, concluiu Gez.

Facebook IsraelMuros do Facebook foram pichados em forma de protesto. (Foto: Reprodução/Jerusalem Post)

ONG de Israel pretende processar o Facebook

A ação de Gez vem em um momento bem delicado da relação entre as autoridades israelenses e o Facebook. A organização não governamental (ONG) Israel Law Center pretende iniciar uma ação judicial contra o Facebook por “incitar e encorajar violência contra israelenses”. O comunicado da ONG na qual ela sugere uma ação na Justiça cita músicas e desenhos com conteúdo antissemita e que circulam livremente pela rede, supostamente “glorificando e encorajando ataques terroristas” por parte de Palestinos.

Confusão antiga

Não é a primeira vez que Gez se envolve em alguma disputa contra o Facebook. Em 2011, ele foi processado pela rede social, porque sua empresa estava vendendo “curtidas” a outras companhias, algo visto como ilegal pelo Facebook. Como resposta a isso, o empresário resolveu mudar seu nome para Mark Zuckerberg.

Fonte: The Next Web

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