Facebook lança central de combate ao cyberbullying no Brasil

Por Redação | em 17.02.2016 às 09h58

CYBERBULLING

Nesta semana o Facebook lançou uma plataforma para auxiliar adolescentes, pais e professores a combaterem o bullying na rede social. Chamada de Central de Prevenção ao Bullying no Brasil, a plataforma foi desenvolvida com a ajuda da SaferNet Brasil e da Unicef.

A plataforma contém uma seção destinada aos adolescentes, outra seção para os pais e responsáveis e outra para professores. A central também conta uma área com informações e contatos de parceiros e uma lista de recursos para denunciar conteúdos de bullying na rede, além de auxílio para configurar a privacidade no Facebook.

A Central de Prevenção do Bullying no Brasil dispõe de conteúdo inspirado em situações reais de bullying. Segundo Bruno Magrani, diretor de políticas públicas do Facebook, o grupo por trás da central tem trabalhado de várias formas para tentar disseminar um comportamento saudável e respeitoso no site. "A grande novidade é que estamos investindo em uma campanha de prevenção ao bullying e esperamos ter efeitos duradouros. A central é um guia de dicas e informações para que os três grupos descritos possam identificar as situações de bullying e saibam o que fazer", explicou o diretor.

Como a central já foi lançada anteriormente em outros países, Gabriela Mora, oficial do Programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef Brasil, afirmou que o desejo do projeto é que ele faça sentido no contexto brasileiro e não seja apenas uma tradução da versão de outros países. "Nessa adaptação para o Brasil, fomos ouvir os adolescentes e ver o que fazia sentido para eles. A grande vantagem da central é que ela investe no diálogo com o adolescente", contou Mora.

Para a oficial, lidar com o bullying envolve intenso acompanhamento, já que é preciso estar atento para o fato de que a adolescência tem peculiaridades e que uma agressão psicológica tem muita repercussão na vida do indivíduo. "Se acontece dentro de uma sala de aula, já tem uma repercussão. Se acontece online, perde-se o controle dessa repercussão e isso tem um impacto muito maior. É importante respeitar essa fase que é de muita inovação. E é importante respeitar principalmente a autonomia dos jovens. O que acontece é que o adolescente está decidindo o que faz online. O controle e repressão não funcionaria com esse público, por isso é preciso partir para o diálogo", explicou.

Via Mundo Bit

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