Apps de câmera podem ser o futuro do Facebook

Por Redação | em 15.08.2016 às 13h30

Instagram

A batalha entre Facebook e Snapchat já é bastante antiga. Mark Zuckerberg, inclusive, já tentou adquirir a concorrente, sem sucesso, e nas últimas semanas, lançou uma alternativa bastante semelhante ao app do fantasminha para o Instagram. Mais do que um plágio, como muitos usuários afirmam,a rede social vem mostrando que os softwares para câmera podem acabar se tornando sua grande alternativa de monetização, sucesso e engajamento.

Enquanto o Instagram Stories é o maior exemplo disso, outras possibilidades menores também mostram que o Facebook está interessado nesse recurso. Durante o F8 2016, sua conferência dedicada a desenvolvedores, por exemplo, a empresa revelou o Profile Expression Kit, que permite aos usuários criarem avatares temporários e personalizados a partir de outros apps.

Agora, com os Jogos Olímpicos do Rio, utilizadores de alguns países, inclusive do Brasil, podem usar a câmera, a partir do app da rede social, para criar edições e mostrar sua torcida pelas medalhas – fruto de uma integração com o MSQRD, app comprado em março pela empresa. Com o lançamento do Instagram Stores, são duas experiências semelhantes, relacionadas à manipulação de imagens, liberadas com poucos dias de diferença. 

A ideia, como sempre, é manter o usuário engajado. É para isso que serve o novo recurso do Instagram, por exemplo, pelo qual é possível ter um contato mais direto entre usuários, com imagens que não necessariamente devem ser eternizadas no perfil. Conter a fuga de jovens para soluções da concorrência, enquanto o feed de notícias se torna uma sequência de fotos de familiares e memes sem muita graça, também faria parte dos planos.

Tudo isso, claro, sem contar no foco da monetização, que existe na versão independente do MSQRD, mas ainda não deu as caras na sua integração com o Facebook. O mesmo vale para as Stories do Instagram. Entretanto, essa é uma presença comum no Snapchat, com filtros baseados em filmes, produtos e outros. Sendo assim, é fácil pensar que, em breve, a rede social de Mark Zuckerberg deve seguir o mesmo caminho.

A própria direção da companhia afirma que é por aí que ela deve seguir. O CEO do Instagram, Kevin Systrom, por exemplo, já disse que a ferramenta Neon, que permite desenhar sobre fotos a serem publicadas, é apenas uma pequena parte do que está sendo planejado para a plataforma. O mesmo pode ser aplicado ao Facebook, já que, por mais que tenha sido anunciado, o Profile Expression Kit ainda não é muito utilizado, nem recebe grandes incentivos junto a desenvolvedores.

Aqui, aparentemente, cabe um “por enquanto”, e especialistas já concordam que os softwares de edições de imagens podem ser, neste semestre ou no próximo, o que as transmissões ao vivo foram no início do ano ou os jogos em 2007: ferramentas que levam a rede social além de suas funções básicas, e atraem o interesse dos usuários e monetização, duas características sem as quais o Facebook simplesmente não existiria.

Fonte: TechCrunch

Assine nosso canal e saiba mais sobre tecnologia!
Leia a Seguir

Comentários

Newsletter Canaltech

Receba nossas notícias por e-mail e fique
por dentro do mundo da tecnologia!

Baixe já nosso app Fechar

Novidade

Extensão Canaltech

Agora você pode ficar por dentro de todas as notícias, vídeos e podcasts produzidos pelo Canaltech.

Receba notificações e pesquise em nosso site diretamente de sua barra de ferramentas.

Adicionar ao Chrome