FBI hackeou milhares de computadores para derrubar rede de pedofilia

Por Redação | em 11.01.2016 às 10h01

FBI

Tudo começou como um fórum para postagem de imagens, mas rapidamente evoluiu para uma das maiores redes de pornografia infantil da Deep Web, o que motivou uma resposta igualmente grande das autoridades – uma campanha movida pelo FBI para hackear milhares de computadores ao redor do mundo. Tudo isso para chegar a dois homens de Nova Iorque responsáveis pelo Playpen, um dos maiores domínios relacionados à pedofilia e que operava nas camadas ocultas da internet.

Em um determinado momento, o fórum chegou a ter mais de 215 mil membros e ultrapassava 40 mil visitas únicas em um mês, com a esmagadora maioria dos posts trazendo imagens e vídeos de crianças e adolescentes sendo abusados sexualmente. Algo precisava ser feito e o que se seguiu foi uma campanha pouco ortodoxa para chegar aos responsáveis e acabar de vez com o site.

A ideia não era apenas fechar o Playpen, mas também chegar a seus idealizadores. Devido à arquitetura da rede Tor, que redireciona todo o tráfego através de diversos servidores e computadores de forma a esconder os rastros de seus usuários, isso não seria tarefa fácil. A solução? Confiscar judicialmente a infraestrutura da plataforma, mas não a retirar do ar. Ao invés disso, tudo permaneceu funcionando a partir de servidores do próprio FBI, que permitiam o rastreamento das conexões onde quer que elas estejam.

De acordo com as autoridades dos Estados Unidos, mais de 1,3 mil endereços IP foram identificados como parte da operação, e, desse total, cerca de 500 pessoas também devem ser indiciadas ou, pelo menos, citadas como parte do processo que pesa contra o Playpen. Pode ser um número pequeno perto do total de acessos da plataforma, mas para o FBI é suficiente para mostrar que não se fica impune nem mesmo na Deep Web.

É claro, tudo tem seu outro lado. Por mais que a queda de uma rede de pornografia infantil mereça aplausos, os métodos utilizados também levantaram questionamentos quanto à sua legalidade. Além da ideia de termos um site desse tipo funcionando, mesmo que apenas por alguns dias nos servidores do próprio FBI, a discussão já começa a se concentrar, mais uma vez, sobre a espionagem ostensiva praticada e que pode ter atingido muito mais gente do que apenas os envolvidos com o Playpen.

Fonte: Motherboard

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