FBI ganha novas armas digitais para espionar internautas

Por Redação | em 01.12.2016 às 13h09

FBI

O governo norte-americano já não era visto com bons olhos devido às descobertas de vigilância eletrônica sobre os usuários de serviços na internet, desencadeados com as acusações do hacker Edward Snowden contra a NSA há alguns anos.. Entretanto, parece que ela está prestes a aumentar, já que o FBI ganhou novas armas para supervisionar - e espionar - os usuários online.

Nesta quinta-feira, o Senado norte-americano implementou um projeto de alteração em uma regra federal, permitindo que juízes concedam autoridade a agentes federais para invadir múltiplos computadores em qualquer jurisdição, incluindo computadores pertencentes a vítimas de malwares.

Hoje em dia, agências de segurança como o FBI tinham que contar com a aprovação da justiça na jurisdição certa para invadir um computador. Para isso, era preciso apresentar justificativas para tal, em casos que envolviam suspeitos que poderiam ter escondido a localização ou utilizado máquinas em diversos lugares.

Com a mudança, um juiz pode aprovar, com um único mandado de busca, a busca por diversos computadores, mesmo que eles sejam inocentes e tenham sido infectados por malwares ou botnets que serviram como bodes expiatórios online para os criminosos.

Segundo o senador Ron Wyden, através da aprovação da medida o Senado consentiu a expansão da vigilância e invasão do governo. “Os americanos cumpridores da lei irão perguntar ‘o que esses caras estavam pensando?’ quando o FBI começar a invadir vítimas de um hack por botnet. Ou quando uma grande invasão der errado e quebrar dispositivos ou um sistema inteiro de um hospital e então colocar vidas em risco”, questionou o político.

O aumento do grau de vigilância online do FBI era algo que a agência queria há anos junto com o governo do país. Entretanto, ela chega a ser um tanto contraditória quanto às estratégias utilizadas pela organização.

O FBI já usa softwares de invasão em computadores para vigiar possíveis casos de terrorismo. Entretanto, a agência não considera seus software malwares, mesmo que eles operam de forma muito semelhante.

“Ao comprometer sistemas computacionais, eles podem deixar brechas para outros invasores. E se o governo tiver de desligar as proteções do computador para encontrá-lo?. Então se o governo está por aí desligando milhares de recursos só para localizar computadores, acredito que poderiam existir graves ameaças à segurança", disparou Wyden.

Fonte: Gizmodo

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