Cidadão chinês é condenado por roubar dados militares dos Estados Unidos

Por Redação | em 15.07.2016 às 19h53

Ciberataque

Su Bin, um cidadão chinês de 51 anos, foi condenado a 46 meses de prisão após admitir ter participado no roubo de informações sobre as aeronaves norte-americanas Lockheed F-22 e F-35, além do avião de carga Boeing C-17. De acordo com autoridades americanas, Bin trabalhou em conjunto com dois militares chineses para atacar as redes da Boeing e de órgãos de defesa dos Estados Unidos. Os dados roubados envolviam informações militares sensíveis que foram colocadas a serviço da China.

A sentença dele, que será cumprida nos EUA, foi divulgada pelo Departamento de Justiça do país e inclui ainda uma multa de US$ 10 mil. "A condenação de Su Bin é um castigo pela sua participação confessa numa trama de hackers orquestrada pela Força Aérea do Exército Popular de Libertação para roubar informação militar norte-americana sensível", afirmou John Carlin, assistente do procurador-geral dos EUA. "Su ajudou os hackers militares chineses a acessar e a roubar informação sobre planos de aeronaves militares que são essenciais para a nossa segurança nacional".

O chinês foi detido em 2014 no Canadá e confessou ter conspirado contra os Estados Unidos para conseguir um acordo com as autoridades americanas. Na confissão, Su Bin declarou ter como objetivo conseguir acesso a informações de aviões de combate dos EUA, bem como de aeronaves de transporte militar. Mesmo com a confissão, a imprensa estatal chinesa recentemente falou sobre Su Bin como sendo um herói e oferecendo "nossa gratidão e o nosso respeito pelo serviço que prestou ao nosso país".

Apesar disso, o governo da China negou com veemência qualquer participação no caso ou em qualquer outra atividade de ciberataque que tenha interferência no país. Os Estados Unidos, no entanto, afirmam contar com evidências que deixam claro os esquemas de roubos de dados e envio a militares chineses. Entre elas está a própria declaração de Bin, que admitiu ter enviado e-mails informando quais os alvos de pessoas, empresas e tecnologias os militares deveriam hackear. Segundo as autoridades americanas, Bin também traduziu as informações roubadas do inglês para o chinês.

Estados Unidos e China têm trocado acusações de ciberataques com frequência nos últimos anos. Em outubro do ano passado, a empresa CrowdStrike, especializada em ataques cibernéticos, afirmou que hackers chineses continuavam a atacar empresas norte-americanas. No mesmo mês, um grupo de hackers foi detido por autoridades chinesas sob acusações de terem roubado informações de projetos de investigação de desenvolvimento de empresas.

Via The Register

Assine nosso canal e saiba mais sobre tecnologia!
Leia a Seguir

Comentários

Newsletter Canaltech

Receba nossas notícias por e-mail e fique
por dentro do mundo da tecnologia!

Baixe já nosso app Fechar

Novidade

Extensão Canaltech

Agora você pode ficar por dentro de todas as notícias, vídeos e podcasts produzidos pelo Canaltech.

Receba notificações e pesquise em nosso site diretamente de sua barra de ferramentas.

Adicionar ao Chrome