Será que a queda da Xiaomi está se aproximando?

Por Redação | em 18.08.2016 às 08h59 - atualizado em 18.08.2016 às 18h57

Xiaomi

O sucesso astronômico da Xiaomi no mundo da tecnologia surpreendeu a todos. Considerada como a "Apple chinesa", a fabricante de smartphones se tornou referência mundial no setor, atraindo os holofotes do público e da imprensa especializada. Ao chegar no Brasil, em junho de 2015, os consumidores reagiram de forma entusiasmada, mas apenas um ano depois a companhia anunciou que não fará novos lançamentos no país.

De acordo com as informações divulgadas, possivelmente a gigante da tecnologia adotou estratégias erradas no mercado nacional, e as vendas de seus aparelhos refletem isso. Apesar de os números revelarem que a procura do público foi inferior ao planejado, em maio, Hugo Barra, vice-presidente internacional da Xiaomi, garantiu que tudo corria bem: "Quanto ao ritmo do nosso avanço no Brasil, o que posso esclarecer é que temos mercados que estamos dando maior foco, como a China, nossa maior operação, e a Índia, país no qual estamos crescendo em ritmo muito forte.”

O problema é que, de acordo com dados revelados nesta quarta-feira (17), aparentemente, mesmo em seus mercados mais fortes, a Xiaomi está perdendo espaço. Segundo relatório apresentado, no segundo trimestre deste ano, as vendas da companhia caíram 38%, registrando menos 6,6 milhões de smartphones comercializados em comparação ao mesmo período do ano passado.

O estudo da IDC mostra que na China, onde a fabricante era líder, 10,5 milhões de unidades de smartphones foram vendidas entre abril e junho, número consideravelmente inferior aos 17,1 milhões de 2015. Diante deste resultado, a Xiaomi perde o primeiro lugar no ranking e cai para a quarta posição, ficando atrás da Huawei, Oppo e Vivo. Para a IDC, a principal razão para o crescimento da Huawei e Oppo foi o marketing.

Para os especialistas, a Xiaomi inovou pouco, lançando aparelhos bastante semelhantes aos já existentes. Além disso, trazendo a questão para o mercado brasileiro, a chinesa acabou investindo pouco em promoção. Para os analistas, a companhia não é conhecida no Brasil, então o resultado foi o interesse apenas do público que está por dentro do mundo da tecnologia. Com isso, a massa, que no final das contas é o mais importante para resultados financeiros positivos, acabou não sendo atingida.

Seja como for, a Xiaomi nega que os negócios vão mal, apesar de todas as pesquisas indicarem o contrário. Será que o próximo lançamento da marca, o Xiaomi Mi Note 2, conseguirá reverter a difícil situação da companhia no mercado global? Vamos aguardar os próximos capítulos.

Fonte: Pplware, Isto é Dinheiro

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