Google e Facebook reagem à lei de imigração imposta por Donald Trump

Por Redação | em 28.01.2017 às 12h36

Donald Trump

Depois que o presidente Donald Trump assumiu o governo dos Estados Unidos, várias movimentações começaram a se suceder no Vale do Silício. Na última sexta-feira (28), o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, se opôs publicamente a duas ordens impostas pelo presidente, que visam mitigar as imigrações e reforçar a segurança nas fronteiras do país. Depois dele, o Google também reagiu: o chefe do buscador, Sundar Pichai, emitiu um memorando para os funcionários estrangeiros, convocando-os para voltarem aos EUA com urgência, sob o risco de não conseguirem mais entrar no país. 

"Os EUA são uma nação de imigrantes e nós devemos ter orgulho disso", publicou Zuckerberg no Facebook. Ele mesmo salientou que seus ascendentes vieram da Áustria, da Polônia e da Alemanha, e os de sua esposa Priscilla imigraram da China e do Vietnã. "Precisamos manter as portas abertas para os refugiados e aqueles que precisam de ajuda. Isso é quem somos. Se tivéssemos virado as costas para refugiados poucas décadas atrás, a família de Priscilla não estaria aqui hoje", emendou.  

Já o executivo do Google escreveu que "é doloroso ver os custos desta ordem executiva pessoal recaírem sobre nossos colegas". Segundo a Bloomberg, os funcionários em questão trabalham nos Estados Unidos, mas estão no exterior tanto a trabalho quanto de férias. Vários deles tentaram voltar ao país antes que o presidente tomasse posse, mas nem todos conseguiram fazê-lo a tempo. 

A ira de Trump tem um alvo principal: os cidadãos de países como Irã, Sudão, Síria, Iraque, Líbia, Somália e Yemen.  Nos próximos 90 dias, ninguém nascido em um destes territórios entra nos EUA. O presidente acredita que os quatro primeiros são os que mais propagam o terrorismo, enquanto os três últimos seriam "países preocupantes". Durante todo este período, o governo vai avaliar se informações suficientes estão sendo pedidas nas fronteiras, para decidir se tais imigrantes representam mesmo uma ameaça ou não. 

Com informações da Bloomberg e do Facebook (Mark Zuckerberg)

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