Cyanogen demite 20% de seus trabalhadores e pode abandonar sistema operacional

Por Redação | em 25.07.2016 às 09h09

Cyanogen

A Cyanogen, empresa criada há quase 3 anos, está iniciando um processo de reestruturação que já resultou na demissão de 30 funcionários. O número representa 20% de toda a equipe que atua na empresa, que empregava 136 trabalhadores. Além disso, a Cyanogen decidiu fechar alguns de seus escritórios pequenos, como alguns na Índia e em Portugal, podendo anunciar mais fechamentos de portas nas próximas semanas.

A reestruturação da empresa acontece após a chegada de Lior Tal, que assumiu a direção de operações depois de ter deixado o Facebook. Com as mudanças, existe a possibilidade de o CyanogenOS ser descontinuado, já que a empresa pretende enxugar ainda mais sua folha de pagamento, que inclui desenvolvedores que auxiliam na criação de interfaces alternativas para os dispositivos Android.

Após sofrer com problemas junto a alguns parceiros, como a OnePlus, o CyanogenOS nunca chegou a ser um sucesso para a empresa. Apesar de ter conquistado uma boa quantidade de entusiastas que desejavam otimizar seu Android, a quantidade de usuários não tem sido suficiente para que a empresa considere levar o sistema a outro patamar. Alguns modelos planejados para serem lançados com o CyanogenOS, por exemplo, nunca chegaram ao mercado, dificultando ainda mais a adesão ao sistema.

Assim, os novos caminhos da empresa podem se voltar para o desenvolvimento de aplicativos, que poderia significar um foco na iniciativa Mod, que permite uma maior integração de aplicativos e serviços em áreas de software que geralmente estão fechadas. A Cyanogen já conta com um navegador próprio, chamado Gello, e um aplicativo de clima. Com o Android tornando-se um sistema cada vez mais aberto e permitindo que os usuários possam substituir aplicativos nativos por outros da Google Play, como o discador e o launcher, a Cyanogen pode ter um caminho mais fácil em popularizar seus aplicativos.

Procurados para fornecer um parecer diante das demissões da empresa, os diretores da companhia, incluindo o CEO Kirk McMaster, recusaram-se a falar, deixando, ao menos por enquanto, incerto o futuro da companhia.

Via Tech Times

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