Escola muda aula de educação física por League of Legends após sugestão de aluno

Por Redação | em 20.04.2017 às 15h24

League of Legends

Uma escola no bairro do Morumbi, em São Paulo, decidiu incluir um módulo voltado para League of Legends durante as aulas de Educação Física às turmas do 6º e 9º ano. E isso depois de receber a sugestão de um aluno fã do game.

Erik Bonn, de 14 anos, está no 8º ano e disse ao UOL Jogos não gostar muito de esportes — no caso, aqueles que você precisa movimentar o corpo todo. Foi então que ele encontrou uma maneira de se "exercitar": através de World of Warcraft, e mais tarde em partidas de LoL. Depois, veio a ideia de sugerir à direção do colégio sobre a inclusão do game na grade estudantil.

"Eu nem acreditei que aceitaram isso", contou Erik, que preparou até uma apresentação com 37 slides mostrando a importância de tornar o título da Riot Games em um esporte escolar. Hoje, cada aula consiste em completar objetivos no jogo, como matar 80 tropas, por exemplo. A disciplina começa com os professores ensinando os novatos as mecânicas do título, seja através de tutoriais ou treinamentos básicos. Só depois é que eles jogam entre si em partidas arranjadas.

A novidade não elimina por completo as quatro aulas semanais de Educação Física, mas estudantes interessados podem optar por substituir uma dessas aulas pelos ensinamentos de LoL, que acontecem toda segunda-feira. Contudo, a procura foi tão grande que a aula já conta com dois horários.

"Eu acho sensacional uma classe dessas jogando junto. São pessoas que você convive sempre, que são seus amigos e aí você junta todo mundo para jogar e trabalhar em equipe", destacou Erik.

Uma das colegas de classe de Erik, Letícia Oliveira, 14, disse ter começado a jogar porque também não é muito fã de esportes, mas que "é legal jogar com todo mundo junto". Mesma opinião das amigas Maria Fernanda Basílio e Mariana Domingues, ambas com 11 anos. "Eu e a Maria somos amigas porque somos da sala do 6º ano e a gente queria experimentar mesmo sem saber jogar", comentou Mariana.

(Foto: Barbara Gutierrez/UOL)

Nicole Santana, que é plantonista de Química no colégio e joga League of Legends há mais de um ano, acredita que esse tipo de atividade ajuda a entender o trabalho em equipe, e que isso é bom não só na vida acadêmica, mas também na profissional. "Às vezes a vida acadêmica tem muita pressão, e você ter a oportunidade de jogar com seus amigos na escola pode auxiliar até no rendimento escolar do aluno. Se você dá uma alternativa para o aluno fazer uma coisa divertida, faz com que ele vá melhor nas outras aulas para ele poder participar do jogo", afirmou.

Lyns Cardenuto, professor de Educação Física na instituição, também é a favor da proposta, mas diz ser preciso diferenciar o esporte eletrônico da atividade física. "Hoje em dia os eSports lotam estádios para competições, isso é diferenciado. [O jogo] Vale muito para raciocínio e isso é importante para os alunos. Mas para mim isso não é esporte, é um jogo de computador. Tem que diferenciar o esporte da atividade física e o eSport de computador que o aluno fica sentado ali", disse.

Fonte: UOL Jogos

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