Você sabia que existiram fitas VHS com filmes em HD?

Por Leandro Souza RSS | em 24.02.2017 às 19h46

D-VHS

Quando as fitas VHS se tornaram coisas do passado, devido à chegada e popularização dos DVDs, muitos acharam que este era o fim dos filmes em fita cassete. Entretanto, poucos sabem que na primeira metade dos anos 2000, as fitas magnéticas antecederam o blu-ray e o finado HD-DVD como a mídia para assistir filmes em alta definição.

Criado em 1998, o formato D-VHS foi criado pela japonesa JVC para bater de frente com o DVD. A favor da mídia estava a sua capacidade de abrigar filmes em resolução maior que os 480p do DVD. Um D-VHS, que possuía uma capacidade maior de armazenamento e transmissão de dados, era capaz de reproduzir vídeos em até 1080i, resolução maior da época.

As capacidades das fitas D-VHS, em comparação com os 4,7 GB do DVD, iam de 25GB até 50GB, armazenamento semelhante à dos atualmente populares blu-rays, tecnologia que só foi apresentada pela Sony em 2005.

Visualmente, o D-VHS era praticamente igual a um VHS tradicional - a única diferença estava mesmo na fita magnética, capaz de armazenar mais conteúdo. Para rodar as fitas, a JVC colocou no mercado alguns modelos de videocassetes compatíveis com a tecnologia, que custavam de US$ 1,5 mil a US$ 2 mil. No Brasil, estes aparelhos nunca chegaram oficialmente.


Um dos primeiros modelos que a JVC lançou no mercado para o D-VHS. No início, eles não tinham opção de HDMI e a saída HD era por videocomponente (Fonte: Divulgação/JVC).

Apesar do formato ter sido apresentado antes da virada do milênio, foi apenas em 2002 que a indústria de entretenimento resolveu apostar no formato. Sob a marca D-Theater, estúdios como Universal, Fox e Artisan resolveram apostar na tecnologia para oferecer seus filmes em alta resolução. Além de oferecer filmes em 1080i, as fitas suportavam diferentes faixas de áudio, inclusive o DTS, que muitos DVDs não suportavam por falta de espaço.

O projeto do D-Theater começou nos Estados Unidos, com planos de se expandir para outros mercados, como o europeu e japonês, plano que não se concretizou. Em 2004, antes mesmo dos blu-rays e HD-DVDs terem chegado ao mercado para a sua guerra de formatos pelo mercado de alta definição (vencida pelo blu-ray), o D-VHS já saiu do mercado. Pouco mais de 100 diferentes títulos foram lançados para o formato.

Motivos para isso? Um deles foi o preço: desde o alto custo dos videocassetes necessários para rodar o formato até o preço elevado dos filmes, que iam de US$ 35 a US$ 50 por fita, o consumidor médio não abraçou a ideia. Além disso, a onda dos televisores de alta definição ainda estava no começo - o boom dos blu-rays só aconteceu a partir de 2007-2008, por exemplo.

Hoje em dia, os D-VHS se tornaram itens de colecionador para aficcionados por tecnologias e formatos esquecidos pela indústria, como o próprio VHS, laser disc e outros. Entretanto, poucos chegaram a saber que, por um tempo, as fitas VHS chegaram a serem melhores que um DVD em termos de resolução e som.

Mas, de boa, ninguém quer rebobinar fitas nunca mais nessa vida, não é verdade? Eta coisa chata.

Fonte: Techmoan

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