Aviação: saiba porque viagens de avião são mais demoradas do que há 50 anos

Por Redação | em 04.11.2016 às 13h27 - atualizado em 07.11.2016 às 13h18

Avião

Com a tecnologia de novos aviões e equipamentos de bordo cada vez mais avançada é de o senso comum pensar que toda essa inovação se reflete em viagens mais rápidas das que eram feitas há 50 anos, por exemplo. Mas não é bem assim. As viagens aéreas são de fato muito mais seguras hoje em dia, só que, ao contrário do que se imagina, elas são mais longas que antigamente.

Para se ter uma ideia, um voo entre Nova York e Houston, nos EUA, em 1973, durava 2h37, enquanto hoje o tempo total é de 3h50. No Brasil, embora essa diferença não seja tão grande, atualmente os voos também demoram mais do que há cinco décadas. Em 1973, um voo da antiga Transbrasil entre Belém e Brasília tinha previsão de 2h20 de duração. Hoje, um voo no mesmo trecho tem previsão entre 2h25 e 2h38.

A principal explicação para tal fato é simples: eficiência no consumo de combustível. Ao voar um pouco mais devagar, o avião gasta menos. Segundo levantamento da agência de notícias Associated Press de 2008, a companhia americana JetBlue havia economizado R$ 48,5 milhões em um ano apenas deixando todos os voos dois minutos mais lentos.

“O avião tem vários regimes de voo de cruzeiro e o mais lento é sempre o mais econômico. O combustível representa, em média, 40% dos gastos de uma companhia aérea, então é preciso reduzir a velocidade”, afirma o engenheiro aeronáutico e professor de transporte aéreo e aeroportos da Escola Politécnica da USP, Jorge Eduardo Leal Medeiros.

Outro motivo para as viagens de avião terem ficado mais lentas é o aumento no tráfego aéreo dos aeroportos. “Hoje é um espaço muito mais congestionado, o que faz com que o avião tenha de esperar mais tempo para receber autorização de pouso”, explica.

Para quem espera viagens mais rápidas no futuro, o professor da USP afirma que voos mais velozes são improváveis, isso porque aviões já voam próximos à velocidade do som. “E não pode passar disso. A velocidade do avião não vai aumentar, a não ser que tenha um avião supersônico. E isso dificilmente vai acontecer”, comenta.

Embora haja alguns projetos de aviões supersônicos em desenvolvimento, eles dificilmente seriam produzidos em larga escala por conta alto custo de operação. E, mesmo que sejam viabilizados, os voos supersônicos deverão ser um privilégio para poucos.

Fonte: Blog Todos a Bordo e Business Insider

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