Descoberto o maior exoplaneta orbitando dois sóis e potencialmente habitável

Por Redação | em 13.06.2016 às 20h18

Planetas

Utilizando dados do telescópio espacial Kepler, da NASA, pesquisadores descobriram o maior planeta orbitando um sistema de duas estrelas. A descoberta feita pelo Kepler foi detalhada nesta segunda-feira (13) durante uma reunião da American Astronomical Society, em San Diego, EUA, mostrando que o Kepler-1647b tem basicamente as mesmas dimensões de Júpiter. 

O que tem se mostrado interessante com a descoberta são as semelhanças com o nosso Sistema Solar: as estrelas que são orbitadas pelo recém-descoberto planeta são bastante parecidas com a nossa. Uma delas é um pouco maior que o Sol, e a outra um pouco menor. Além disso, o sistema planetário inteiro está localizado a 3.700 anos-luz de distância, e de acordo com as informações divulgadas, sua idade deve ser de 4,4 bilhões de anos – praticamente a mesma idade do nosso Sistema Solar. 

Os cientistas identificaram o planeta da mesma forma que a maioria dos exoplanetas são encontrados: medindo o seu trânsito. Quando os planetas passam em frente à sua estrela, eles provocam uma ligeira diminuição da luminosidade.  Assim, os pesquisadores podem deduzir o seu tamanho e sua massa. 

Outro fator de destaque na descoberta é que planetas que orbitam sistemas duplos de estrelas são ainda mais difíceis de encontrar: "A passagem do planeta à frente dos dois astros não é regularmente espaçada e pode também variar na duração", disse William Welsh, um dos autores da descoberta. Além disso, o Kepler-1647b tem um período orbital longo, com 1.107 dias para viajar em torno das duas estrelas, cerca de três anos terrestres. Segundo os especialistas, essa é a órbita mais longa de qualquer exoplaneta conhecido.

Outro fato interessante sobre o Kepler-1647b é que ele se situa a uma distância de suas estrelas que o torna habitável. Como ele não está nem muito perto e nem muito longe de seus sóis, é possível que a água exista ou tenha existido em estado líquido. Porém, tratando-se de um planeta gasoso, são poucas as chances de encontrar vida, ao menos da forma como a conhecemos.

 Fonte: The Verge

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