Projeto de US$ 500 bilhões pode resolver efeitos do aquecimento global no Ártico

Por Redação | em 21.02.2017 às 00h10

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O aquecimento global é um problema que vem sendo amplamente discutido, e muitos estudiosos procuram soluções alcançáveis para evitar catástrofes naturais como o degelo das calotas polares. Será que existiria alguma maneira de "recongelar" o Ártico antes que o gelo todo se derreta? De acordo com o físico Steven Desch, sim. 

Desch e sua equipe de pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona, Estados Unidos, pretendem repor o gelo marinho da região, que vem derretendo com o passar dos anos em virtude do aumento das temperaturas, principalmente no verão. A ideia é construir 10 bombas eólicas sobre a calota polar do Ártico, que seriam utilizadas no inverno para bombear a água para a superfície de gelo. Dali, a água se congelaria e engrossaria a camada de gelo, em cerca de um metro, sobre o mar. 

"Um gelo mais espesso significaria um gelo mais durável. Sendo assim, o risco de que todo o gelo marinho do Ártico desapareça no verão será reduzido significativamente", explica o pesquisador. Desch e sua equipe apresentaram o esquema em um artigo científico, que acabou de ser publicado na Earth's Future, e calculam um investimento atronômico de US$ 500 bilhões de dólares para que o projeto saia do papel e ganhe a aplicação prática. 

A quantia foge até dos limites da imaginação humana, mas a despesa de agora provavelmente nos poupará de consequências drásticas no futuro. O Ártico enfrenta um estado de calamidade devido ao aquecimento global, e isso vem alarmando toda a comunidade científica. Possivelmente, até 2030, se nada for feito, todo o gelo do Ártico pode desaparecer no verão, o que acarretaria em drásticas consequências que dizimariam a vida de várias espécies de animais e plantas e colocariam outras em risco de extinção. 

O projeto, assim como qualquer outro que não tem precedentes, pode dar certo ou pode dar errado. Mas Desch está otimista. "A questão é: será que eu acho que o projeto vai funcionar? Estou confidente que vai. Mas precisamos colocar um custo realista sobre as coisas. Não podemos ficar apenas pedindo às pessoas: 'pare de dirigir seu carro ou o mundo vai acabar'. Temos de apresentar alternativas, da mesma forma que temos de dar um custo a elas". explica o pesquisador.

O físico não está sozinho. Outras ideias de outros pesquisadores do ramo incluem projetos capazes de deter a perda de gelo, como um "branqueamento artificial" do Ártico, no qual partículas claras de aerossol seriam espalhadas na região para refletir a radiação solar de volta para o espaço, ao mesmo tempo em que pulverizariam água sobre as calotas, evitando, assim, o degelo no verão.

Via The Guardian

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