Abelhas-drone poderão polinizar flores, e isso não é Black Mirror

Por Redação | em 08.03.2017 às 16h50

Estamos em uma era em que a tecnologia praticamente não tem limites. Na América do Norte, graças às abelhas, cerca de 90 produtos agrícolas são produzidos e comercializados anualmente, incluindo maçãs, mirtilos, melões e brócolis. E para ajudar a movimentar a agricultura no país, uma estudante teve uma ideia: criar abelhas robóticas para impulsionar o trabalho das de verdade na polinização de flores. 

A ideia de Anna Haldewang (24), estudante de design industrial, surgiu em uma aula, após um professor desafiar a  jovem a criar um objeto auto-sustentável, que estimularia o crescimento de plantas. Assim surgiu o protótipo da Plan Bee, uma "abelha pessoal", controlada por um smartphone, capaz de imitar uma abelha de verdade em seu árduo trabalho de operária. Ela pousa nas flores, recolhe o pólen e o transfere para outros locais. Apesar de hoje em dia muitos afirmarem que isso é coisa da série Black Mirror, que tem um episódio com abelhas-robô, podemos dizer que não; isso já existe em conceito e está prestes a virar realidade.

Cena do episódio Hated in Nation, da série Black Mirror (Imagem: Netflix)

Durante o desenvolvimento de seu projeto, Haldewang teve que aprender mais sobre como é a lida diária das abelhas para conseguir pólen, além dos riscos de extinção das espécies e das colmeias. Sendo assim, ela partiu para uma solução que, além de atender à demanda do professor e conseguir estimular o crescimento de plantas, também pouparia as abelhas e auxiliaria a equilibrar a quantidade de espécies em atividade. 

Plan Bee — diferentona, mas tecnicamente eficiente

Do projeto saiu o produto, um protótipo amarelo e preto, com hélices, que não tem nada a ver com abelha alguma, mas comporta-se exatamente como uma em plena função. Feita de espuma e plástico para manter a leveza, a abelha-drone tem pequenos orifícios na parte inferior para sugar o pólen das flores sobre as quais ela pousa. Depois, o pólen é armazenado em uma cavidade dentro do drone para, depois, ser expelido para efetivar uma polinização cruzada. 

A Plan Bee está nas primeiras fases de seu desenvolvimento, e ainda precisa aperfeiçoar sua engenharia. Mas Anna já patenteou o projeto e espera criar um produto comercializável dentro de um prazo de dois anos. A ideia é, primeiramente, lançar a Plan Bee como ferramenta educativa, já que o drone é muito maior que uma abelha e mostra bem como funciona o processo destes insetos. Depois disso, a abelha-drone pode passar para uma escala de produção maior e ser peça-chave na apicultura, nas fazendas tradicionais ou até mesmo nas hidropônicas. 

Via CNN

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