Startups dos EUA se tornam amigáveis a funcionários que usam maconha

Por Redação | em 22.04.2016 às 16h55

Maconha

Nos últimos anos, países como o Uruguai e os Estados Unidos viram seus legisladores aprovarem inúmeras leis a fim de liberar a produção e o consumo da maconha. No país norte-americano, até agora, 24 dos 50 estados já legalizaram a erva, o que causou um efeito bem interessante dentro da sociedade: novas políticas em relação à cannabis aplicadas por vários empresários em suas startups.

O cofundador da Firefly, fabricante de um vaporizador para o consumo de tabaco e outras ervas, Mark Willians defende que a política de drogas da sua companhia é justamente não ter uma política de drogas. “Nós não temos uma política de drogas e eu defendo isso pessoalmente”, comentou em entrevista ao Inc. “Nós todos somos adultos aqui, então vamos agir como adultos. Nunca tivemos um problema.”

Outro empresário adepto de criar um ambiente amigável aos consumidores de maconha é Kyle Sherman, presidente e cofundador da Flowhub, uma empresa de pagamentos especializada em lojas que vendem produtos feitos de cannabis. “Nós permitimos o consumo com a condição de que a pessoa faça o seu trabalho”, comenta. “Vivemos em um país livre e não diremos o que você pode ou não pode fazer com o seu corpo, esta não é a nossa função enquanto empregadores.”

Brainstorm potencializado

As reuniões de brainstorm feitas enter os funcionários da MassRoots, uma rede social direcionada aos maconheiros, costumam acontecer na casa do presidente e cofundador da empresa Isaac Dietrich. Como é de se imaginar, a turma se reúne e as ideias flutuam em meio a fumaça dos baseados — e no escritório também há a liberdade para fumar a erva.

“Na MassRoots, nós permitimos que nossos funcionários consumam cannabis durante o expediente, se eles quiserem e se puderem tirar algum proveito desta política”, defende Dietrich. “Confiamos que nossos empregados têm bom senso e acreditamos na criação de uma cultura altamente talentosa e autônoma. Algumas pessoas ficam mais criativas quando usam cannabis, outras ficam mais lentas. Então, nós deixamos esta decisão para cada uma delas individualmente”, conclui.

É lógico que nem todo ambiente de trabalho ou função desempenhada por trabalhadores pode conviver com o consumo de substâncias que alteram a consciência, sejam elas feitas com álcool ou com marijuana. De qualquer maneira, a mudança é possível em diversos ramos profissionais da atualidade sem qualquer prejuízo — em última instância, vale a avaliação individual que cada um faz de suas capacidades.

Fonte: Inc.

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