Panasonic vai reconhecer casamentos homossexuais de seus funcionários

Por Redação | em 18.02.2016 às 11h17

Panasonic

Em uma decisão bastante progressista para um país onde ser gay ainda é um grande tabu, a Panasonic anunciou uma revisão em seu código de conduta e disse que vai começar a reconhecer os casamentos homossexuais de seus funcionários. De acordo com a empresa, a ideia é reduzir a discriminação por orientação sexual no mercado de trabalho e dar um exemplo para que outras companhias possam fazer o mesmo.

A mudança não significa apenas que os casamentos de mesmo sexo serão reconhecidos pela diretoria da companhia, mas também que os envolvidos em relacionamentos desse tipo passam a ter os mesmos benefícios dos casais heterossexuais, como licenças e bônus. As novas normas devem entrar em vigor em abril, e a Panasonic diz ainda estar estudando as alterações para que todos sejam atendidos.

O reconhecimento também acompanha uma tendência que está sendo vista por todo o Japão. Como um dos países mais tradicionais do mundo, o reconhecimento de casamentos homossexuais ainda caminha em marcha lenta por lá, com apenas três municipalidades tendo abençoado os relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. Nas empresas acontece a mesma coisa, e por mais que existam poucos relatos de discriminação e menos ainda de violência, a cultura ainda não caminha na direção da diversidade.

A aproximação das Olimpíadas de 2020, que acontecerão na capital Tóquio, entretanto, vêm mudando tais posturas. A Panasonic é uma das patrocinadoras do evento e citou justamente os jogos como motivação para adotar as novas normas, de forma a estender o mesmo tratamento que será dado aos atletas também a seus próprios funcionários e aos cidadãos que se relacionam com eles. Para a companhia, nada mais justo.

Por enquanto, entretanto, o governo federal do Japão ainda permanece em silêncio sobre o reconhecimento de casamentos do mesmo sexo. O documento que é dado pelas municipalidades, por exemplo, garante o direito a aluguel de um apartamento como casal, visitas em hospitais, inserção de dependentes em seguros de saúde e outros benefícios, mas não tem efeito algum do ponto de vista legal.

Fonte: Reuters

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