Problemas de Ghost in the Shell podem resultar em prejuízo de US$ 60 milhões

Por Redação | em 06.04.2017 às 16h19

Ghost In The Shell

O filme A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell estreou no mundo todo e o fraco desempenho de bilheteria nos primeiros dias já fazem as produtoras Paramount e DreamWorks, responsáveis pela película, projetarem um prejuízo de pelo menos US$ 60 milhões.

Na verdade, esta é uma projeção até otimista: caso a soma total das bilheterias do mundo todo não ultrapasse US$ 200 milhões, o prejuízo pode ser ainda maior. Apesar de não confirmar oficialmente quanto custou a produção, rumores apontam para valores entre US$ 110 milhões e US$ 180 milhões — é só fazer os cálculos para saber que a sangria nos cofres pode ser bastante significativa.

Produção excessivamente cara

Para a revista Deadline, os problemas incluem ainda um custo de produção muito grande para uma obra de nicho. Apesar de ter inspirado inúmeras obras cinematográficas de sucesso, como Matrix, Ghost in the Shell (ou Fantasma do Futuro, como é conhecido por aqui) não tem um grande apelo fora do círculo de fãs de animações e novelas gráficas orientais.

“Esta quantia de dinheiro [usada para fazer o filme] se investe em uma sequência, não em uma peça obscura de propriedade intelectual que apenas alguns fãs conhecem”, teria dito à publicação uma fonte ligada ao financiamento da obra.

Escolha de Johanson para o filme não foi bem recebida. (Foto: Divulgação/Paramount)

Embranquecimento e problemas de divulgação

A questão da divulgação do filme também foi bastante controversa. Enquanto DreamWorks e Paramount não se entendiam ao certo sobre a melhor maneira de promover a obra, a crítica aqui fica pelo fato de que os vídeos promocionais do filme tinham mais apelo sobre a parte estética do que sobre o conteúdo, o que também contribuiu para esfriar os ânimos de quem estaria interessado em ver a adaptação.

Além disso, talvez um dos grandes problemas da adaptação começaram antes mesmo do início da produção, com os fãs tecendo duras críticas à escolha de Scarlet Johanson (Os Vingadores) para o papel principal. Segundo os entusiastas da história original, a produção do filme estaria realizando uma prática conhecida como “whitewashing”, ou seja, embranquecendo a história ao abrir mão de uma protagonista oriental.

Como se esse combo de problemas de divulgação com escolha equivocada de elenco não fosse o suficiente, a Paramount tentou dar a volta por cima. A empresa criou um aplicativo no qual os fãs poderiam usar uma foto própria e publicar na web com a hashtag #IAmMajor, uma tentativa de esfriar as acusações de embranquecimento.

Contudo, como era de se esperar, o público usou a ferramenta para reforçar as críticas. Imagens como a vista no tweet abaixo foram bastante comuns na web antes da estreia do filme. Nela, é possível ler a mensagem “Eu sou japonesa. Ignore meu cabelo loiro e meus olhos azuis” diante da foto de Johanson.

Mais problemas

A Deadline elenca ainda outros problemas para o fracasso de Ghost in the Shell. Entre elas, a dificuldade em fazer uma adaptação de mangás e animes que agrade aos fãs, a falta de um comando forte na condução do projeto graças a desacordos administrativos entre as produtoras do filme e também as críticas majoritariamente negativas ao filme.

A salvação pode vir do Oriente

Ironicamente, a salvação da bilheteria de A Vigilante do Amanhã pode vir justamente do Oriente. Isso porque o filme ainda não estreou em importantes mercados como Japão e China, o que acontece neste final de semana. Segundo informa a Deadline, algumas pesquisas garantem que a maioria dos japoneses não ficou ofendida com a escolha de uma branca para o papel da protagonista, o que pode ajudar a amenizar o prejuízo.

Via Deadline

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