Vítima de paralisia consegue digitar mais rápido após implante cerebral

Por Redação | em 30.09.2015 às 14h27

BrainGate2

Vítimas de paralisia sofrem com mobilidade reduzida de alguns de seus membros, limitando assim suas capacidades motoras. Entretanto, no que depender da evolução científica em relação ao uso de implantes cerebrais, isso pode ser diferente no futuro.

Uma pesquisa realizada por um conjunto de cientistas da Universidade de Stanford e publicada na revista científica Nature utilizou o sistema de implante neural de alta velocidade BrainGate2 combinado com um software de texto em uma vítima de esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Interpretando o cérebro

Assim, o programa de computador desenvolvido especificamente para este fim é capaz de interpretar os impulsos cerebrais. Em suma, é como se o paciente controlasse o cursor da máquina com o cérebro, formando palavras aos poucos. Nos testes, a vítima de ELA foi capaz de escrever a uma velocidade de seis palavras por minuto.

Apesar de parecer pouco, é um avanço significativo para vítimas de uma doença que deteriora aos poucos todas as funções motoras do ser humano. Os pesquisadores, entretanto, acreditam que a técnica pode ser ainda mais útil para ajudar pessoas que perderam completamente a capacidade de fala.

Como os estudos ainda estão em fases iniciais, a ideia é que a técnica seja aprimorada no futuro a fim de tornar-se mais precisa. Os cientistas esperam utilizar o mesmo implante para realizar leituras neuras a fim de acelerar ainda mais a digitação de vítimas de paralisia.

Fonte: Nature

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