Telescópio Hubble encontra galáxia mais distante já conhecida

Por Redação | em 05.03.2016 às 14h05

Hubble aglomerado

O Telescópio Espacial Hubble descobriu a galáxia mais distante da qual o homem tem conhecimento. Foi preciso 13,4 bilhões de anos para que a luz emitida pela galáxia GN-z11 alcançasse os astrônomos na Terra. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), isso significa que a GN-z11 se formou quando o universo tinha apenas 400 milhões de anos de idade, contados após o Big Bang.

"Esta descoberta deixa para trás nosso conhecimento sobre as primeiras fases do Universo e avança nossa busca para testemunhar a alvorada cósmica", disse Patrick McCarthy, presidente interino da Giant Magellan Telescope Organization.

Os cientistas já haviam utilizado outras medidas para estimar a distância da GN-z11, mas esta é a primeira vez que a câmera do Hubble, conhecida como Wide Field Camera 3, foi capaz de identificar a sua posição, analisando a luz emitida pelo objeto cósmico. "Nós conseguimos olhar para trás no tempo para medir a distância de uma galáxia quando o Universo tinha apenas 3% de sua idade atual", disse Pascal Oesch, um dos autores do próximo estudo sobre a nova galáxia encontrada.

Em astronomia, distância e idade estão ligados. Quanto mais longe um objeto está da Terra, mais tempo levou para a luz chegar ao nosso planeta. No entanto, medir as distâncias de objetos no universo é extremamente complicado, tendo em vista que ele está em constante expansão

Sabe-se que a Via Láctea é cerca de 25 vezes maior do que a GN-z11. A nova galáxia também tem cerca de 1% da massa de estrelas da Via Láctea, disse a ESA. Embora o número de estrelas contidas na nova galáxia seja bem inferior ao da Via Láctea, a GN-z11 está produzindo novas estrelas a uma taxa 20 vezes mais rápida do que a nossa galáxia. 

"O recorde anterior foi visto em meio a uma época em que a luz das estrelas das galáxias primordiais estavam começando a aquecer e levantar uma névoa de frio, o gás hidrogênio. Este período de transição é conhecido como a Era da Reionização. A GN-z11 foi observada 150 milhões de anos antes, perto do início dessa transição na evolução do Universo", disse o coautor Rychard Bouwens. 

Os pesquisadores esperam que esta descoberta seja uma prévia do que está por vir com o Telescópio Espacial James Webb, sucessor do Hubble, que tem previsão de lançamento em 2018. "A descoberta da GN-z11 mostrou que nosso conhecimento sobre o início do Universo ainda é muito restrito", disse o cientista Ivo Labbe em comunicado. Segundo o cientista, a forma como a GN-z11 foi criada permanece um mistério. . 

Via Mashable

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