Senhas neurais serão o futuro - para quem estiver sóbrio

Por Redação | em 31.01.2017 às 16h10

Ondas neurais

Uma tendência para o futuro, segundo especialistas em segurança, será o uso de autenticações via ondas neurais, o que pode substituir o uso de senhas para logar em computadores ou outros sistemas que exigem segurança de acesso. Entretanto, para quem estiver bêbado, a novidade poderá ser comprometida.

A tecnologia de autenticação via ondas cerebrais usa leituras via eletroencefalograma (EEG). Por exemplo, em vez de pedir uma palavra-chave para liberar o acesso, o computador pode exibir uma série de palavras em uma tela e medir a reação do usuário com um leitor de EEG. As leituras neurais de um usuário podem ser bem mais complexas e difíceis de replicar do que uma senha digitada em um teclado.

Segundo pesquisas, leituras via EEG podem ser precisas na autenticação de um usuário em cerca de 94% dos casos. Entretanto, caso o usuário esteja bêbado, essa precisão é seriamente comprometida.

De acordo com Tommy Chin, pesquisador de segurança na consultoria Grimm, ondas cerebrais podem ser facilmente afetadas por agentes externos como drogas, cafeína e álcool. Ele chegou a testar este cenário pessoalmente, analisando as ondas neurais de usuários após tomarem doses de uísque.

“Esta manipulação (por agentes externos) cria um desafio significativo para verificar a autenticidade do usuário pelo fato dele ter tomado uma imensa quantidade de álcool ou bebidas cafeinadas", explicou Chin.

Outros fatores também podem interferir nas leituras de um EEG. John Chuang, um pesquisador da universidade de Berkeley apontou que o usuário pode também ter mudanças em seu padrão de ondas cerebrais após uma sessão de exercícios físicos, quando está com fome, estresse ou fadiga.

Para resolver isso, o pesquisador afirma que seria necessário salvar diferentes "templates" de ondas neurais para reconhecer as assinaturas de EEG em cenários diferentes. Mesmo assim, Chuang afirma que em alguns casos, até que pode ser uma boa.

“Dependendo a aplicação, pode ser algo maravilhoso um sistema em que uma pessoa bêbada não possa acessar depois que ela bebeu demais", afirmou Chuang.

Fonte: New Scientist

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