Primeiro tricorder sai de Star Trek e vira realidade (em pleno 2017)

Por Redação | em 13.02.2017 às 14h10

Quem já assistiu aos filmes ou à série Star Trek vai achar que essa ideia da Qualcomm saiu direto da saga criada por Gene Roddenberry. E quem não assistiu, vai, no mínimo, achar tudo isso muito interessante. A fabricante de semicondutores elaborou uma competição, chamada de Tricorder XPrize, que desafia empresas, pesquisadores, cientistas e startups a criarem o melhor tricorder, isto é, o melhor aparelho médico portátil da vida real. E essa competição não é brincadeira: ela já vem ocorrendo há cinco anos. 

Antes de prosseguirmos para a ambiciosa missão da Tricorder XPrize, vamos primeiro explicar o que vem a ser o equipamento: o conceito do tricorder ficou eternizado pelo médico da equipe da nave Enterprise, Leonard McCoy (ou Magro). Trata-se de um dispositivo de mão usado para escanear a saúde de um paciente, aferindo pressão, temperatura e identificando lesões ou doenças através do sangue e de ondas radioativas. Sem fios, o aparelho também é capaz de dar o diagnóstico de qualquer condição de saúde ou doença. Se um dispositivo desses sair da ficção e chegar à realidade, será a revolução mais inovadora da história da medicina, e a Qualcomm abraçou o desafio, que vai trazer o primeiro grande resultado nas próximas semanas.

Já fizeram parte da competição 312 equipes, de 38 países, cujos projetos foram minuciosamente detalhados e inscritos. Destes, 29 foram selecionados para disputarem uma vaga na final. Esta, inclusive, é a etapa atual da disputa, na qual duas equipes se enfrentarão para garantir o primeiro prêmio, no valor de US$ 10 milhões: a Dynamical Biomarkers Group e a FInal Frontier Medical Devices (nome sugestivo, não?). 

O vídeo abaixo explica um pouco mais sobre o tricorder e a XPrize (em inglês, ative as legendas caso necessário):

A ideia é a seguinte: tal como na série, as equipes participantes devem construir um aparelho preciso, capaz de diagnosticar 12 doenças e de capturar, em tempo real, cinco sinais vitais do ser humano, independente de instalações hospitalares. O tricorder deve ser capaz de gerar acesso sem precedentes ao estado clínico do paciente, além de apontar a ausência de doenças, ou seja, a melhor forma do indivíduo em saúde plena. 

"O que estamos tentando fazer é exigir equipes para nos demonstrar um certo nível de desempenho em seus equipamentos para que possamos qualificá-los para entrar na fase final", disse Grant Campant, diretor sênior do Tricorder XPrize. "Nós gostamos de dizer que o projeto é audacioso, porém realizável. Estamos tentando criar um grande obstáculo porque queremos ver avanços reais na área", explica. Após os resultados, a ideia é que o tricorder seja produzido na indústria e vendido para que qualquer pessoa faça os exames em casa.

As avaliações finais já começaram, ou seja: ambas as equipes já estão testando seus respectivos tricorders em pacientes reais com a ajuda de outros médicos. Em questão de dias, teremos um grande vencedor, cujo dispositivo será capaz de mudar radicalmente a forma como as consultas médicas funcionam hoje em dia. De diabetes a pneumonia, passando por doenças do trato intestinal, sem dor, sem sangue, sem sofrimento: o tricorder da vida real está a apenas alguns passos de marcar a história da medicina. 

Conheça o site oficial da Tricorder XPrize.

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