NASA fará missão a asteroide com depósitos metálicos que podem valer quadrilhões

Por Redação | em 16.01.2017 às 14h57

16 Psyche

A Agência Espacial Norte-Americana (NASA) anunciou neste mês que realizará uma nova missão de coleta de informações sobre o asteroide 16 Psyche, um dos maiores e mais "misteriosos" corpos celestes do cinturão de asteroides localizado entre Marte e Jupiter.

Com 210 quilômetros de diâmetro, teorias apontam que o asteroide surgiu como um planeta semelhante à Terra durante a formação do Sistema Solar, mas acabou "bombardeado" por detritos espaciais e teve grande parte de sua crosta destruída – expondo o núcleo similar ao do nosso planeta. O resultado disso é que o 16 Psyche é formado, em grande parte, pelos metais que compunham seu núcleo: ferro, níquel e outros metais raros, como outro, cobre, platina e cobalto – bem diferente da maior parte dos asteroides que passeiam pelo espaço, formados por gelo e rocha.

"Esta é uma oportunidade para explorar um novo tipo de mundo – não um de rocha ou gelo, mas de metal", disse a pesquisadora e líder da missão, Lindy Elkins-Tanton. "16 Psique é o único objeto conhecido de sua espécie no Sistema Solar, e esta é a única maneira que humanos jamais terão para visitar um núcleo".

De acordo com Elkins-Tanton, se o asteroide pudesse ser transportado para a Terra, só seus depósitos ferro teriam um valor aproximado de US$ 10.000 quadrilhões na cotação atual do metal – um valor inimaginável se considerarmos que o PIB mundial girou em torno de US$ 73,7 trilhões em 2015.

Infelizmente, os planos da NASA, por enquanto, ainda não são de trazer o 16 Psyche para nosso planeta, mas de observá-lo e estudá-lo através de uma sonda espacial, com lançamento previsto para 2023. A ideia é que o objeto celeste possa fornecer mais informações sobre a formação da própria Terra e sobre como se deu a separação entre crosta, manto e núcleo em planetas rochosos.

Mas isso não significa que a missão também não tenha objetivos um pouco mais futuristas. Novos estudos apontam que, além da quantidade absurda de metal, o asteroide também pode conter água, o que poderia fazer dele uma "parada estratégica" para missões além do cinturão de asteroides – seja como ponto para abastecimento de combustível ou para abasteces missões tripuladas com água. Com um orçamento total de US$ 450 milhões, estudar essa possibilidade também será um dos objetivos da missão.

Via: GlobalNews, Nasa

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