Freevolt: Lorde britânico cria sensor que captura energia elétrica do ar

Por Redação | em 06.10.2015 às 14h34

Somente temos acesso às redes de telefonia celular e Wi-Fi graças ao "eletro-smog", ou seja, nuvens invisíveis de radiação eletromagnética. Sabendo capturar essa energia, é possível utilizá-la também em dispositivos pequenos.

E foi nisso que um membro da Câmara de Lordes do Reino Unido e ex-ministro britânico, Paul Drayson, pensou. Ele desenvolveu um sistema de coleta de energia que utiliza uma antena para capturar energia de múltiplas faixas de onda do espectro eletromagnético. Batizada de Freevolt, a criação cabe em uma unidade do tamanho de um cartão de crédito.

"Não podemos dar energia a um celular, mas descobrimos que a densidade de energia do ambiente basta para fazer funcionar sensores, sirenes e alguns wearables", afirma o Lorde. 

A tecnologia foi apresentada pela primeira vez na última quarta-feira (30) na Royal Institution, uma organização tradicional inglesa dedicada à ciência. Drayson fez várias demonstrações e em uma delas pediu que todas as pessoas da plateia colocassem os seus celulares no modo avião e, em seguida, que os aparelhos fossem reativados. Quando isso aconteceu, um LED azul que estava no palco começou a pulsar de maneira mais rápida devido à atividade dos dispositivos.

O Lorde também mostrou o seu projeto sendo usado no fornecimento de energia para um alto-falante e apresentou a aplicação da tecnologia em um novo dispositivo criado pela Drayson Technologies: um medidor de poluição portátil chamado CleanSpace, que envia as informações diretamente ao smartphone do usuário. 

A cada caminhada, corrida ou pedalada, o usuário arrecada pontos que poderão ser trocados por brindes de parceiros, como a Amazon e a MaxiNutrition. Os dados dos sensores também serão agregados para a construção de um mapa da qualidade do ar.

O Freevolt tem como objetivo fazer com que os aparelhos não dependam da rede elétrica local ou de baterias recarregáveis para funcionarem. Toda a energia captada é originada de sinais de radiofrequência gerados ou por Wi-Fi ou por redes 4G. Porém, Drayson afirma que existe a possibilidade de que haja pontos sem sinal.

Ainda não se sabe quando o Freevolt começará a ser comercializado, pois o seu lançamento deve depender de uma campanha de crowfunding que iniciará em novembro deste ano.

Fonte: Bloomberg

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