Cientistas suíços usarão drone para estudar dados atmosféricos da Amazônia

Por Redação | em 08.10.2015 às 13h35

AtlantikSolar

A fim de coletar informações atmosféricas de regiões inéditas da floresta amazônica, uma equipe de cientistas do Laboratório de Sistemas Autônomos da Universidade ETH, da Suíça, vai enviar um avião solar não tripulado para o estado brasileiro do Pará no próximo dia 22.

Batizado de AtlantikSolar, o drone deverá sobrevoar um trecho que sai de Barcarena em direção a Melgaço, onde está localizada uma parte da Floresta Nacional de Caxiuanã. Utilizando sensores especiais, o aparelho registrará informações sobre ventos, temperatura, umidade e radiação em trechos de difícil acesso, que nunca foram devidamente estudados.

AtlantikSolarA aeronave AtlantikSolar sobrevoando uma área de testes (Reprodução: ETH)

"A Amazônia tem extensas áreas de florestas densas, fechadas, cujo acesso é dificílimo e a logística é muito complicada. Por isso, a instalação de sensores de superfície e, principalmente, sua manutenção, são um desafio muito grande e dispendioso", explica Carlos Alberto Freitas, gerente regional de Belém do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia). Além dos sensores de superfície, que coletam dados por terra, também são utilizados balões metereológicos para estudar o clima da região, mas um avião como o AtlantikSolar é capaz de atingir áreas ainda mais remotas, com uma precisão maior de dados coletados.

"Esse tipo de aeronave pode oferecer informações mais precisas e com maior qualidade do que as geradas por satélites, de forma mais rápida e mais barata, tornando-se uma boa opção para aprimorar o monitoramento em áreas de médio porte", conta Philipp Oettershagen, doutorando do ETH Zurique e responsável pelo drone.

A coleta desses dados é crucial para entender melhor a dinâmica da floresta e como ela impacta as demais regiões do país. Por exemplo, estudos anteriores já revelaram que grande parte da umidade do Oceano Atlântico é transportada pelos ventos à floresta amazônica, sendo depois levada às regiões Sudeste e Sul em forma de chuva. 

O equipamento também ganhou uma câmera de alta resolução capaz de enviar à equipe imagens em 3D e infravermelho da Amazônia, recurso que pode ser útil na localização de pessoas e animais em situação de resgate. Para os cientistas, trazer o aparelho ao Brasil servirá como um teste para averiguar o funcionamento e a resistência da aeronave em condições climáticas diferentes das européias, onde o drone conseguiu uma autonomia de voo de 81 horas — um recorde mundial para aeronaves não tripuladas pesando menos de 50 kg.

Fonte: IDG Now!

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