Cientistas japoneses criam sensor que pode identificar câncer pela respiração

Por Redação | em 15.01.2016 às 08h26

Câncer

E se tudo o que você precisasse para determinar se tem câncer ou não fosse assoprar em um objeto, tal qual fazer um teste de bafômetro? Em breve isso será possível graças ao dispositivo criado por cientistas do Instituto Nacional de Ciências Materiais (NIMS, na sigla em inglês), localizado na cidade japonesa de Tsukuba. O sensor é capaz de detectar substâncias presentes no hálito de uma pessoa para definir se há a chance de câncer ou não.

Dentro do dispositivo há um microchip que analisa as substâncias presentes no hálito de uma pessoa. A partir disso, ele consegue identificar a possível presença de substâncias normalmente associadas a doenças cancerígenas e define se há suspeita de câncer. Simples de ser usado, ele pode ser acoplado a um smartphone e exibe o resultado na tela, em forma de gráfico.

De acordo com os pesquisadores, no futuro é possível que o sensor seja capaz de identificar o tipo de câncer que foi identificado em um paciente. Tudo isso depende de aprimoramentos na precisão da coleta e na identificação de dados relacionados ao odor coletado pelo aparelho.

Sensor de câncerSensor identifica câncer pela respiração. (Foto: Reprodução/The Japan News)

Muito além do câncer

Além do câncer, os pesquisadores afirmam que é possível encontrar variações específicas no hálito de pacientes com outros tipos de doenças, como diabetes, asma e doenças dos rins e do fígado. Assim, espera-se que o pequeno sensor seja útil também na identificação de outros quadros clínicos além do câncer. Como o custo para produção do aparelho é relativamente baixo, seus criadores esperam que ele possa ser utilizado não apenas em instituições médicas, mas também por pessoas comuns.

Em um cenário japonês, um aparelho como este pode ser o diferencial na hora de salvar inúmeras vidas. Isso porque no Japão a taxa de identificação de quadros de câncer é de apenas 40%. Como este tipo de doença normalmente não causa desconforto em seus estágios iniciais, muitas pessoas só procuram ajuda quando a situação é grave e identificável. A popularização de sistemas de autoexame, como este pequeno sensor, poderia ajudar a evitar este tipo de situação.

Para tornar o dispositivo comercializável, o NIMS trabalha em conjunto com empresas como Kyocera Corp, NEC Corp e Sumitomo Seika Chemicals Co., da Universidade de Osaka e também uma companhia suíça fabricante equipamentos de precisão. Ainda não há previsão de lançamento do sensor.

Fonte: The Japan News

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